A saída do CEO Carlos Tavares e a incerteza no setor automotivo não impediram a Stellantis, fabricante das marcas Ram e Jeep, de marcar presença no Super Bowl 59. Olivier Francois, diretor de marketing da empresa, revelou que a decisão de veicular um comercial foi uma resposta à necessidade de reafirmar o compromisso da montadora […]
A saída do CEO Carlos Tavares e a incerteza no setor automotivo não impediram a Stellantis, fabricante das marcas Ram e Jeep, de marcar presença no Super Bowl 59. Olivier Francois, diretor de marketing da empresa, revelou que a decisão de veicular um comercial foi uma resposta à necessidade de reafirmar o compromisso da montadora com o mercado americano. John Elkann, presidente da Stellantis, pediu a Francois que criasse uma campanha que refletisse a recuperação da empresa, destacando a importância dos Estados Unidos para o grupo.
Francois, conhecido por suas campanhas não convencionais, lembrou do impacto do comercial de 2011 com Eminem, que simbolizou a recuperação da empresa após a falência em 2009. Ele enfatizou que a filosofia de Sergio Marchionne, ex-CEO da Fiat Chrysler, influenciou a criação dos anúncios deste ano, que buscam capturar o espírito de superação. O comercial da Ram Trucks, com um tom mais tradicional, e o da Jeep, estrelado por Harrison Ford, foram os destaques.
O anúncio da Jeep, intitulado “Owner’s Manual”, apresenta Ford discutindo liberdade e a importância de escrever sua própria história. O ator, que inicialmente recusou o projeto, elogiou o roteiro por sua simplicidade e profundidade. O comercial também faz referências sutis ao concorrente Ford Bronco, reforçando a mensagem de que a felicidade está em escolher o que se ama.
Francois observou que a ausência de outros fabricantes no Super Bowl pode estar ligada a experiências anteriores frustrantes com anúncios de veículos elétricos que não estavam disponíveis. Ele acredita que a abordagem mais equilibrada da Stellantis, que inclui tanto veículos elétricos quanto modelos tradicionais, foi uma estratégia acertada. Embora a montadora não tenha revelado os custos dos anúncios, Elkann enfatizou que o marketing deve ser visto como um investimento, não um custo.
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