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Taxistas do Rio de Janeiro praticam preços fechados e burlam taxímetros em corridas

- Taxistas do Rio de Janeiro estão cobrando preços fechados, sem taxímetros. - A Prefeitura do Rio promete intensificar operações contra essas práticas ilegais. - Irregularidades ocorrem em áreas turísticas, especialmente durante o verão e carnaval. - A lei exige que táxis utilizem taxímetros, garantindo tarifas justas aos passageiros. - A fiscalização é desafiadora, necessitando de flagrantes ou denúncias para ação.

No Rio de Janeiro, taxistas foram flagrados operando sem taxímetros e cobrando preços fixos excessivos de turistas, especialmente durante a alta temporada de verão e carnaval. Alguns motoristas chegaram a solicitar mais que o dobro do valor correto para as corridas. Em uma gravação, um taxista admitiu que mantém o equipamento desligado, afirmando: “você aceita […]

No Rio de Janeiro, taxistas foram flagrados operando sem taxímetros e cobrando preços fixos excessivos de turistas, especialmente durante a alta temporada de verão e carnaval. Alguns motoristas chegaram a solicitar mais que o dobro do valor correto para as corridas. Em uma gravação, um taxista admitiu que mantém o equipamento desligado, afirmando: “você aceita se quiser”. Essa prática tem sido comum em pontos turísticos, onde os visitantes preferem saber o custo da corrida antes de embarcar.

Com uma frota de 33 mil táxis, uma minoria dos motoristas ignora as regras de cobrança estabelecidas pela Prefeitura do Rio. A legislação exige que os táxis utilizem o taxímetro, que deve ser acionado no início da corrida. O Cristo Redentor, atraindo mais de 2,5 milhões de turistas anualmente, é um dos locais onde essa prática irregular é mais evidente, com motoristas afirmando que os turistas não se importam com o taxímetro, mas sim com o preço final da corrida.

Embora alguns táxis em aeroportos e rodoviárias possam cobrar preços fixos com base em tabelas autorizadas, muitos motoristas tentam explorar os passageiros. Um taxista justificou a cobrança de preços fechados, alegando que a aferição do taxímetro encarece as corridas. A Prefeitura do Rio esclareceu que a cobrança antecipada é permitida apenas em pontos específicos e que a superintendência de táxis realiza operações para combater essas práticas ilegais.

A prefeitura reconhece que a fiscalização é desafiadora, pois requer flagrantes ou denúncias para a identificação de infrações. Além disso, a administração municipal se comprometeu a investigar possíveis irregularidades envolvendo guardas municipais que possam estar cientes ou coniventes com essas práticas.

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