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Morgan Stanley aponta três empresas em alta e duas em baixa na temporada do 4T24

- O Morgan Stanley analisa ações brasileiras para o quarto trimestre de 2024, destacando setores como energia, alimentos e saúde. - JBS, Equatorial e Rede D’Or devem superar expectativas, com JBS prevendo Ebitda de R$ 10,3 bilhões no 4T24. - Engie Brasil e Fleury devem ficar abaixo do consenso, com Engie enfrentando desafios de valuation e crescimento. - A Equatorial apresenta crescimento robusto, com CAGR de 22% entre 2024 e 2029, atraindo investidores. - Fleury enfrenta desaceleração no crescimento, com expectativas negativas para o 4T24 devido à sazonalidade.

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A temporada do quarto trimestre de 2024 (4T24) está prestes a começar, e o Morgan Stanley projeta que ações de setores como utilities, alimentos, infraestrutura e saúde se destaquem. No entanto, algumas empresas de mineração e até mesmo algumas de utilities e saúde apresentam desempenho negativo. O banco identificou cinco empresas brasileiras com resultados esperados […]

A temporada do quarto trimestre de 2024 (4T24) está prestes a começar, e o Morgan Stanley projeta que ações de setores como utilities, alimentos, infraestrutura e saúde se destaquem. No entanto, algumas empresas de mineração e até mesmo algumas de utilities e saúde apresentam desempenho negativo. O banco identificou cinco empresas brasileiras com resultados esperados que divergem do consenso do mercado: Equatorial (EQTL3), JBS (JBSS3) e Rede D’Or (RDOR3) devem superar as expectativas, enquanto Engie Brasil (EGIE3) e Fleury (FLRY3) devem ficar abaixo.

A JBS é vista como uma das principais apostas do Morgan, com recomendação de compra. Os analistas projetam um Ebitda de aproximadamente R$ 38 bilhões para 2025, impulsionado por um real mais fraco e uma possível listagem nos EUA, que pode ampliar a base de investidores. Para o 4T24, a expectativa é de um Ebitda de R$ 10,3 bilhões, quase o dobro do ano anterior e 10% acima do consenso.

A Equatorial também recebe recomendação de compra, com um crescimento esperado de 22% no lucro por ação entre 2024 e 2029. O banco considera a avaliação da empresa como excessivamente descontada, prevendo um Ebitda Ajustado no 4T24 que deve superar as estimativas do consenso em 12%. O crescimento contínuo e o controle de despesas operacionais são fatores que sustentam essa expectativa.

Por outro lado, a Engie Brasil enfrenta uma perspectiva negativa, com o Morgan destacando um valuation pouco atrativo e um Ebitda projetado 7% abaixo do consenso. Fatores como restrições na geração de energia renovável e um ciclo intenso de investimentos contribuem para essa visão cautelosa. A Fleury mantém recomendação neutra, com pouca expectativa de valorização no curto prazo, devido à precificação das sinergias da fusão com o Pardini e sinais de desaceleração no crescimento dos volumes. Para o 4T24, a expectativa é negativa, especialmente pela sazonalidade do setor de saúde.

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