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Transporte público em queda na região metropolitana de São Paulo, com maior impacto na classe média

- A pesquisa Origem Destino 2023 mostra queda de 31,6% no uso de transporte coletivo pela classe média. - O transporte individual cresceu, com 59,4% das viagens sendo feitas por veículos coletivos. - A classe mais pobre também reduziu viagens, de 2,8 milhões para 2 milhões. - Rendas mais altas aumentaram viagens de transporte coletivo, mas ainda preferem veículos individuais. - Deslocamentos não motorizados cresceram, representando 45,9% entre os mais pobres.

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O uso do transporte coletivo na região metropolitana de São Paulo apresentou uma queda significativa, especialmente entre a classe média, conforme a pesquisa Origem Destino 2023, realizada pelo Metrô. Para indivíduos com renda mensal entre R$ 2.640 e R$ 5.280, a redução foi de 31,6% em comparação a 2017. Este grupo, considerado classe média pelo […]

O uso do transporte coletivo na região metropolitana de São Paulo apresentou uma queda significativa, especialmente entre a classe média, conforme a pesquisa Origem Destino 2023, realizada pelo Metrô. Para indivíduos com renda mensal entre R$ 2.640 e R$ 5.280, a redução foi de 31,6% em comparação a 2017. Este grupo, considerado classe média pelo IBGE, viu a participação do transporte público diminuir, enquanto o uso de veículos individuais, como carros e motos, aumentou.

A pesquisa revelou que, atualmente, essa faixa de renda utiliza 59,4% de veículos coletivos e 40,6% de veículos individuais. Em 2017, os números eram diferentes, com 62,4% de viagens em modais coletivos e 37,6% em individuais. Para aqueles que ganham até R$ 2.640, o transporte individual passou a ser predominante em 32,2% das viagens, um aumento em relação aos 27,3% registrados anteriormente.

Entre a população de menor renda, o número de viagens absolutas de transporte público também caiu, de 2,8 milhões para 2 milhões. Em contrapartida, as rendas mais altas apresentaram um aumento nas viagens coletivas, com pessoas que ganham entre R$ 10.580 e R$ 15.840 realizando 760 mil viagens em 2023, em comparação a 644 mil em 2017. Para aqueles com renda superior a R$ 15.840, houve um aumento de 28% nas viagens de transporte coletivo.

O levantamento ainda indicou que, quanto menor a renda, maior a preferência por meios não motorizados, como bicicleta e caminhada. Para a menor faixa salarial, esses deslocamentos representam 45,9%, enquanto na maior faixa, esse número é de 29,5%. Apesar da queda no uso de transporte coletivo, houve um aumento nas viagens de bicicleta em todas as classes sociais, e as viagens de táxi e carro por aplicativo cresceram em todas as faixas de renda, exceto entre aqueles que ganham entre R$ 2.640 e R$ 5.280.

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