A família de fundos Artax, da Itaú Asset Management, acredita que a medida de risco-país não reflete adequadamente as dificuldades fiscais atuais do Brasil. O gestor Bruno Bak afirmou que o CDS (Credit Default Swap) do Brasil, que serve como seguro contra calote soberano, deveria estar em um nível mais elevado do que o atual. […]
A família de fundos Artax, da Itaú Asset Management, acredita que a medida de risco-país não reflete adequadamente as dificuldades fiscais atuais do Brasil. O gestor Bruno Bak afirmou que o CDS (Credit Default Swap) do Brasil, que serve como seguro contra calote soberano, deveria estar em um nível mais elevado do que o atual. O fundo possui uma posição comprada no CDS de cinco anos brasileiro, considerando-o mal precificado em comparação com outros países.
Atualmente, o CDS brasileiro opera em torno de 170 pontos, mas Bak sugere que deveria estar cerca de 50 pontos mais alto. O Artax não está investindo em juros e câmbio domésticos, prevendo uma pressão no dólar devido à situação fiscal e à desaceleração econômica. Bak projeta uma depreciação cambial nos próximos seis meses, influenciada pela força do dólar e tarifas do governo dos EUA.
A inflação deve permanecer elevada, com uma taxa de 6,1% prevista para este ano, impulsionada por um mercado de trabalho robusto e pela alta do dólar. Bak indicou que o Banco Central pode manter a Selic próxima de 16% ao final do ciclo, e que a taxa ideal para controlar a inflação seria entre 17,5% e 18%. O fundo também apresenta baixa exposição a ações locais, focando em temas microeconômicos.
No exterior, o Artax aposta na valorização do dólar em relação ao yuan chinês e na elevação do diferencial de juros no México, após o recente corte de 0,50 ponto percentual pelo Banco do México. O fundo, que possui R$ 3,98 bilhões em ativos sob gestão, obteve um retorno de 43% desde sua criação em 2022, contando com uma equipe de gestão de nove pessoas e suporte de cerca de 20 profissionais da área econômica da Itaú Asset.
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