A instabilidade do dólar, tanto no Brasil quanto globalmente, é um dos efeitos do governo de Donald Trump. Recentemente, a cotação da moeda americana caiu, refletindo a crença do mercado de que Trump não implementará todas as suas ameaças, como o “tarifaço”. No entanto, analistas alertam que essa percepção pode ser um autoengano, dado o […]
A instabilidade do dólar, tanto no Brasil quanto globalmente, é um dos efeitos do governo de Donald Trump. Recentemente, a cotação da moeda americana caiu, refletindo a crença do mercado de que Trump não implementará todas as suas ameaças, como o “tarifaço”. No entanto, analistas alertam que essa percepção pode ser um autoengano, dado o comportamento imprevisível do presidente. A queda do dólar, que chegou a R$ 6,26 em dezembro e agora opera em torno de R$ 5,70, pode ter um impacto positivo na inflação, aliviando a pressão sobre a taxa.
O Ibovespa fechou em queda de 1,69% nesta quarta-feira (12), aos 124.380 pontos, acompanhando a tendência negativa global após a divulgação da inflação nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,4% em janeiro, acima da expectativa de 0,3%. Essa alta pode sinalizar a continuidade de juros elevados, o que inicialmente valorizou o dólar, mas a moeda americana fechou em queda de 0,08%, cotada a R$ 5,76.
As apostas no “Trump trade”, que previam um dólar mais forte, não se concretizaram até agora. O dólar caiu pelo terceiro dia consecutivo, fechando a R$ 5,7625, o menor patamar desde novembro. A queda ocorre mesmo após a inflação ao consumidor nos EUA ter superado as expectativas. O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, indicou um posicionamento mais rigoroso em relação à Selic, considerando as incertezas do governo Trump e suas ameaças tarifárias.
No Brasil, o setor de serviços registrou uma queda de 0,5% em dezembro, acumulando uma perda de 1,9% nos últimos dois meses do ano. Apesar disso, o setor teve um crescimento de 3,1% no acumulado do ano. A inflação brasileira, medida pelo IPCA, subiu 0,16% em janeiro, com uma alta acumulada de 4,56% nos últimos 12 meses. Especialistas acreditam que a desaceleração do setor de serviços pode contribuir para uma redução mais significativa da inflação no segundo semestre de 2024.
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