A popularidade dos medicamentos à base de GLP-1, como o Ozempic, utilizado para diabetes e emagrecimento, está provocando mudanças significativas no setor de saúde. Um relatório da XP Investimentos destaca que a expiração da patente do Ozempic no Brasil, prevista para julho de 2026, deve aumentar a concorrência com a entrada de genéricos, o que […]
A popularidade dos medicamentos à base de GLP-1, como o Ozempic, utilizado para diabetes e emagrecimento, está provocando mudanças significativas no setor de saúde. Um relatório da XP Investimentos destaca que a expiração da patente do Ozempic no Brasil, prevista para julho de 2026, deve aumentar a concorrência com a entrada de genéricos, o que pode pressionar preços e margens. A demanda por medicamentos para obesidade e diabetes deve crescer, com vendas projetadas em US$ 80 bilhões até 2028.
A Hypera (HYPE3) é uma das empresas que pode se beneficiar dessa mudança, embora enfrente pressão sobre as margens no curto prazo. A XP sugere que a oferta de um medicamento à base de semaglutide poderia agregar um segmento de rápido crescimento ao portfólio da empresa. A estratégia de produção adotada pela Hypera será crucial, podendo optar entre produção própria ou parcerias, o que afetará os investimentos e margens.
A Biomm (BIOM3), por sua vez, firmou uma parceria com a farmacêutica indiana Biocon para desenvolver medicamentos à base de semaglutida no Brasil, mas ainda depende da aprovação da Anvisa. A maior acessibilidade ao tratamento da obesidade pode reduzir custos médicos a longo prazo, beneficiando planos de saúde e hospitais. A concorrência no setor deve aumentar com a entrada de novos medicamentos, alterando a dinâmica do mercado.
Com o fim da exclusividade da Novo Nordisk, empresas como a EMS já se preparam para lançar versões genéricas, o que pode reduzir preços. O custo do Ozempic atualmente varia entre R$ 600 e R$ 1.300, podendo cair para R$ 192 a R$ 320 com a chegada de genéricos. No entanto, a implementação de restrições pela Anvisa pode limitar o acesso e impactar as vendas. A proposta de controle, apoiada por sociedades médicas, visa reduzir a automedicação, especialmente para fins estéticos, e será avaliada pela Anvisa ainda neste semestre.
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