Os números orçamentários de 2024 revelam um cenário misto para as finanças públicas no Brasil. De acordo com dados do Tesouro Nacional, a maioria dos estados apresentou resultados financeiros positivos, refletindo um amadurecimento nas administrações fiscais e uma maior responsabilidade na aplicação dos recursos. Esse panorama é um desdobramento da crise econômica, política e fiscal […]
Os números orçamentários de 2024 revelam um cenário misto para as finanças públicas no Brasil. De acordo com dados do Tesouro Nacional, a maioria dos estados apresentou resultados financeiros positivos, refletindo um amadurecimento nas administrações fiscais e uma maior responsabilidade na aplicação dos recursos. Esse panorama é um desdobramento da crise econômica, política e fiscal que o país enfrentou desde 2014, que impactou a produção, o emprego e os investimentos, exigindo esforços significativos para ajustar as contas.
A consolidação fiscal dos estados e do Distrito Federal foi um desafio complexo, agravado pela crise econômica, pela pandemia e por conflitos internacionais. Contudo, o enfrentamento dessas dificuldades foi crucial para garantir a sustentabilidade financeira e a continuidade de políticas públicas essenciais. Os resultados positivos de 2024 indicam que os estados estão colhendo os frutos de uma gestão fiscal mais eficiente, com destaque para o Paraná, que alcançou um superávit orçamentário de R$ 6,4 bilhões, posicionando-se atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo.
Das 27 unidades da Federação, apenas três registraram déficit, evidenciando gestões fiscais sólidas que equilibraram suas finanças. Em contraste, o governo federal enfrenta desafios para manter suas contas em ordem, com um déficit primário de R$ 11 bilhões em 2024, apesar de ter cumprido as metas fiscais. Essa situação ressalta a necessidade de atenção redobrada às finanças públicas, especialmente diante das incertezas do comércio global e das políticas econômicas dos Estados Unidos.
A experiência do Paraná e de outros estados pode servir de modelo para um futuro fiscal mais sustentável no Brasil. A gestão fiscal eficiente demonstrada por esses estados é um indicativo de que é possível equilibrar as contas e investir em áreas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura, melhorando a qualidade de vida da população. *Norberto Ortigara é secretário da Fazenda do Paraná.*
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