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Novas usinas de carvão na China ameaçam comprometer metas climáticas até 2030

- A China iniciou a construção de usinas de carvão com 94,5 gigawatts em 2024. - Esse projeto representa 93% dos novos empreendimentos de carvão globalmente. - A expansão do carvão contraria as metas de neutralidade de carbono até 2060. - Apesar do crescimento em energias renováveis, o carvão ainda domina o mix energético. - O país deve atualizar suas metas de emissões nos Acordos do Clima de Paris em breve.

A China começou em 2024 a construção de diversas usinas de carvão, o que pode comprometer seus objetivos de redução de emissões de gases do efeito estufa até 2030. O país, que é a segunda maior economia global e o maior emissor de poluentes, busca alcançar a neutralidade de carbono até 2060. Apesar de ser […]

A China começou em 2024 a construção de diversas usinas de carvão, o que pode comprometer seus objetivos de redução de emissões de gases do efeito estufa até 2030. O país, que é a segunda maior economia global e o maior emissor de poluentes, busca alcançar a neutralidade de carbono até 2060. Apesar de ser uma potência em energias renováveis, a dependência histórica do carvão persiste, conforme aponta um relatório do Centro de Pesquisa de Energia e Ar Limpo (CREA) e do Monitor de Energia Global (GEM).

O relatório revela que a China está erguendo usinas a carvão com capacidade de 94,5 gigawatts, representando 93% dos novos projetos globais. Embora o país tenha adicionado um recorde de 365 gigawatts em capacidade eólica e solar, a expansão do carvão pode consolidar sua presença no mix energético, segundo Qi Qin, analista do CREA. Ele destaca que a rápida expansão das energias renováveis é promissora, mas é ofuscada pela construção em larga escala de usinas de carvão.

Essa tendência contrasta com o apelo do presidente Xi Jinping, que em 2021 pediu um controle rigoroso do consumo de carvão e um plano para sua redução entre 2026 e 2030. No entanto, a produção de carvão aumentou de 3,9 bilhões de toneladas em 2020 para 4,8 bilhões em 2024. Apesar de uma queda de 83% nas licenças para novos projetos no primeiro semestre de 2024, a construção foi retomada na segunda metade do ano, mesmo com o crescimento das energias limpas.

Christine Shearer, analista do GEM, criticou a situação, afirmando que as mineradoras estão promovendo novas usinas de carvão além do necessário. A China deve anunciar em breve seu 15º plano quinquenal (2026-2030), que incluirá objetivos atualizados de emissões e consumo energético. Além disso, o país enviará suas novas metas de emissões no âmbito dos Acordos do Clima de Paris, seguindo o exemplo de poucos outros países até o momento.

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