Os investidores estão observando as quartas-feiras de 2025 como um dia estratégico para compras no índice S&P 500, com ganhos acumulados que, se anualizados, poderiam alcançar 127%. Essa tendência ocorre em meio a um cenário de vendas antecipadas, onde os operadores buscam garantir lucros antes do fim de semana, especialmente com as incertezas geradas por […]
Os investidores estão observando as quartas-feiras de 2025 como um dia estratégico para compras no índice S&P 500, com ganhos acumulados que, se anualizados, poderiam alcançar 127%. Essa tendência ocorre em meio a um cenário de vendas antecipadas, onde os operadores buscam garantir lucros antes do fim de semana, especialmente com as incertezas geradas por tarifas e notícias do governo dos EUA. Segundo Ryan Detrick, estrategista-chefe de mercado no Carson Group, as segundas e sextas-feiras têm sido particularmente desafiadoras, com perdas que superam 40%.
Historicamente, as quartas-feiras apresentam um desempenho positivo, com 53% das sessões de negociação desde 1980 registrando ganhos. Jacob Manoukian, chefe de estratégia de investimento do JPMorgan, destaca que os investidores têm utilizado as sextas-feiras para realizar lucros, refletindo um mercado nervoso diante de possíveis eventos comerciais no final de semana. Thomas Thornton, fundador do Hedge Fund Telemetry, observa que a pressão para vender está aumentando, especialmente com a resistência do mercado a tarifas.
Embora as quartas-feiras possam oferecer oportunidades de compra, não há garantias de que essa estratégia seja sempre eficaz. O comportamento dos investidores institucionais e de varejo tem mostrado que, enquanto os primeiros tendem a vender em ralis, os últimos compram em quedas. Recentemente, os hedge funds foram os principais compradores de ações, revertendo uma sequência de vendas líquidas, conforme o relatório da Goldman Sachs.
Além disso, as terças e sextas-feiras têm visto um aumento nas compras durante as quedas, enquanto as segundas-feiras costumam ser mais tranquilas. A atividade de compra de investidores de varejo caiu, com um volume líquido de US$ 832 milhões na última segunda-feira, o menor desde janeiro. Essa dinâmica sugere que, apesar das oportunidades nas quartas, o cenário de mercado continua volátil e incerto.
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