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Casas Bahia lança FIDC para captar até R$ 500 milhões e fortalecer crediário

- A Casas Bahia lançou seu primeiro FIDC com R$ 300 milhões, visando diversificação. - O fundo, ativo desde dezembro de 2024, pode atingir R$ 500 milhões em breve. - A gestão do FIDC será da Polígono, com administração do BTG Pactual. - Expectativa de expansão da carteira de crédito para R$ 7,3 bilhões até 2025. - Analistas alertam para desafios devido a altas taxas de juros e endividamento.

A Casas Bahia (BHIA3) anunciou na noite de quinta-feira, 13 de fevereiro de 2024, o lançamento de seu primeiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com capital inicial de R$ 300 milhões e expectativa de crescimento para R$ 500 milhões nos próximos meses. O fundo, que está em fase de testes desde dezembro de […]

A Casas Bahia (BHIA3) anunciou na noite de quinta-feira, 13 de fevereiro de 2024, o lançamento de seu primeiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com capital inicial de R$ 300 milhões e expectativa de crescimento para R$ 500 milhões nos próximos meses. O fundo, que está em fase de testes desde dezembro de 2024, visa fortalecer o crediário da varejista e diversificar suas fontes de financiamento. A gestão do FIDC ficará a cargo da Polígono, enquanto o BTG Pactual será responsável pela administração e custódia.

A análise da XP Investimentos considera o anúncio como positivo, pois proporciona maior flexibilidade à companhia para apoiar e financiar a demanda em um cenário de redução nas concessões de crédito. Contudo, a XP alerta para desafios na demanda por bens duráveis em 2024, devido às altas taxas de juros e ao endividamento das famílias brasileiras.

A Genial Investimentos destaca que o funding para crédito vinha sendo realizado pela própria Casas Bahia, que utilizava captações de Certificados de Depósito de Crédito Imobiliário (CDCI) com bancos parceiros, como Bradesco e Banco do Brasil, com taxa pré-fixada de 18,3%. A expectativa é que, até o final do ano, o FIDC contribua para a expansão da carteira de crédito, que, somada ao funding do CDCI, pode alcançar R$ 7,3 bilhões até o final de 2025, representando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.

Apesar das perspectivas de expansão, a Genial manteve sua recomendação de venda para as ações da Casas Bahia, com um preço-alvo estabelecido em R$ 4. A análise reflete a cautela em relação ao cenário econômico e à capacidade da empresa de se adaptar às condições de mercado.

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