Marilia Marton, titular da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativa de São Paulo, está em Berlim para o European Film Market, onde busca atrair produtores internacionais para filmar no estado. Ela sugere locações como Caconde, que pode simular a Amazônia, e Ubatuba ou Ilhabela para cenas em praias desertas. Marton destaca a diversidade de […]
Marilia Marton, titular da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativa de São Paulo, está em Berlim para o European Film Market, onde busca atrair produtores internacionais para filmar no estado. Ela sugere locações como Caconde, que pode simular a Amazônia, e Ubatuba ou Ilhabela para cenas em praias desertas. Marton destaca a diversidade de cenários e a infraestrutura robusta do estado, além de um arcabouço jurídico favorável e incentivos financeiros.
O Plano de Desenvolvimento da Indústria Audiovisual Paulista, em elaboração pelo Museu da Imagem e do Som (MIS), visa fortalecer a indústria cinematográfica local. Com dez etapas, o plano inclui investimentos em governança, infraestrutura e formação de mão de obra. Em 2019, a indústria audiovisual contribuiu com R$ 23,19 bilhões ao PIB nacional, sendo R$ 10,35 bilhões provenientes da indústria paulista, segundo a Fipe.
Marton também planeja criar uma comissão estadual para mapear cidades que possam servir como cenários para produções internacionais. Ela enfatiza que a filmagem gera empregos e aumenta a arrecadação, citando um aumento de 20% na arrecadação de ISS em Iguapé durante as filmagens de “Conspiração Condor”. A secretária acredita que a colaboração das lideranças municipais é essencial para o sucesso do projeto.
Além disso, a Secretaria de Cultura está preparando um catálogo de produções estaduais financiadas pela Lei Paulo Gustavo e planeja a Mostra Paulo Gustavo em julho. Marton ressalta a importância de um plano de mídia para garantir a visibilidade das produções e propõe a ampliação das salas de cinema, incentivando a formação de cineclubes. Ela defende que as políticas culturais devem ser contínuas e não dependentes de interesses momentâneos, reconhecendo o cinema como uma cadeia produtiva com grande potencial econômico e humano.
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