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Lula promete reação ao tarifaço de Trump e defende diálogo para evitar retaliações

- Donald Trump anunciou tarifas de 25% sobre aço e alumínio, afetando o Brasil. - Lula considera recorrer à OMC e taxar produtos dos EUA como resposta. - O vice-presidente Alckmin defende soluções negociadas para um comércio equilibrado. - Impacto nas exportações brasileiras de aço é estimado em até US$ 700 milhões. - A relação Brasil-EUA é vista como equilibrada, com potencial para negociações.

O impacto das novas tarifas de 25% sobre o aço e alumínio brasileiros, anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, deve ser pequeno para a Usiminas, conforme afirmou Miguel Camejo, diretor vice-presidente comercial da empresa. Ele destacou que as exportações da Usiminas para os Estados Unidos representam menos de 2% do total nos últimos dois […]

O impacto das novas tarifas de 25% sobre o aço e alumínio brasileiros, anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, deve ser pequeno para a Usiminas, conforme afirmou Miguel Camejo, diretor vice-presidente comercial da empresa. Ele destacou que as exportações da Usiminas para os Estados Unidos representam menos de 2% do total nos últimos dois anos, resultando em um impacto direto reduzido. A declaração foi feita durante uma teleconferência de resultados da companhia.

Na mesma linha, o vice-presidente Geraldo Alckmin recebeu o senador americano Steve Daines no Palácio do Planalto, onde discutiram a relação Brasil-EUA. Alckmin enfatizou a importância da parceria, que completa 200 anos em 2024, e mencionou que Daines trouxe um abraço de Trump. A visita ocorre em um contexto de tensões comerciais, com a taxação de aço e alumínio prevista para entrar em vigor em março.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil reagirá “comercialmente” às tarifas impostas pelos EUA. Lula afirmou que o governo pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou aplicar tarifas sobre produtos americanos. Ele ressaltou que ainda não houve diálogo direto com Trump, mas que o Brasil considera os EUA um parceiro importante. A medida de Trump ainda não está em vigor, permitindo tempo para negociações.

Apesar das preocupações, o mercado brasileiro reagiu de forma moderada aos anúncios de Trump. O Ibovespa subiu cerca de 1,6%, enquanto o dólar caiu para R$ 5,72. Relatórios indicam que o impacto nas siderúrgicas brasileiras será limitado, com a XP Investimentos avaliando que as empresas como Gerdau e CSN têm exposição reduzida ao mercado americano. A expectativa é que as tarifas possam ser negociadas, permitindo um cenário menos severo do que o inicialmente previsto.

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