O Itaú BBA apresentou os principais pontos discutidos na reunião com Jean Van de Walle, CIO da Sycamore Capital, especialista em Mercados Emergentes. O encontro abordou o cenário global atual para ações, as perspectivas para os Mercados Emergentes e o papel da América Latina, que, segundo Van de Walle, apresenta múltiplos baixos, mas necessita de […]
O Itaú BBA apresentou os principais pontos discutidos na reunião com Jean Van de Walle, CIO da Sycamore Capital, especialista em Mercados Emergentes. O encontro abordou o cenário global atual para ações, as perspectivas para os Mercados Emergentes e o papel da América Latina, que, segundo Van de Walle, apresenta múltiplos baixos, mas necessita de catalisadores para gerar retornos. Ele mantém uma visão otimista para o Chile, prevendo uma possível mudança no ciclo macroeconômico ainda em 2024.
Em relação ao Brasil, Van de Walle considera as avaliações atrativas, mas ressalta que a valorização depende de uma mudança no ciclo macroeconômico, embora a visibilidade para isso seja baixa no curto prazo. Para a Argentina, ele identifica um bom potencial no setor de shale oil, mas expressa preocupação com a possível valorização excessiva da moeda. O México, por sua vez, enfrenta um cenário mais complicado, sendo mais vulnerável às decisões da administração dos Estados Unidos.
No que diz respeito ao cenário global, Van de Walle descreve o ambiente de ações como volátil, com múltiplos de avaliação elevados em relação à média histórica, o que sugere baixos retornos futuros, segundo a métrica CAPE. Ele observa que, no curto prazo, tarifas e políticas fiscais têm fortalecido o dólar, mas acredita que, a médio prazo, há espaço para uma desvalorização, o que poderia beneficiar os Mercados Emergentes.
Sobre as ações dos Estados Unidos, Van de Walle argumenta que avaliações mais altas historicamente resultam em retornos mais baixos. Contudo, a atual dinâmica de fluxos financeiros favorece as ações americanas em detrimento do mercado de títulos, o que pode sustentar os níveis atuais no curto prazo. Ele também sugere uma possível rotação dentro do mercado acionário, com investidores se afastando das ações das “Sete Magníficas” em direção a setores como ações de valor e Small Caps.
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