Em 2001, Gordon Chang lançou o livro “The Coming Collapse of China”, prevendo um colapso econômico da China devido a um sistema político autoritário e empresas estatais em declínio. Desde então, a economia chinesa cresceu de US$ 1,3 trilhão para US$ 18,3 trilhões, superando potências como Japão e Alemanha. As exportações aumentaram e a influência […]
Em 2001, Gordon Chang lançou o livro “The Coming Collapse of China”, prevendo um colapso econômico da China devido a um sistema político autoritário e empresas estatais em declínio. Desde então, a economia chinesa cresceu de US$ 1,3 trilhão para US$ 18,3 trilhões, superando potências como Japão e Alemanha. As exportações aumentaram e a influência global da China se expandiu, enquanto os EUA enfrentam críticas sobre a perda de empregos devido ao comércio.
Em contraste, o autor do livro “China: The Bubble That Never Pops”, publicado em 2020, observa que o crescimento da China caiu, com o setor imobiliário em crise e a confiança abalada. Apesar das dificuldades, o colapso do setor imobiliário é considerado controlável, diferentemente da crise das hipotecas subprime nos EUA, onde a falta de controle levou a uma recessão global. Na China, as autoridades agiram para mitigar os danos, evitando uma crise financeira mais ampla.
As políticas de Pequim, incluindo a repressão a monopólios tecnológicos e o setor financeiro, visam promover um desenvolvimento econômico sustentável. Embora essas ações tenham causado perdas para investidores, elas são vistas como necessárias para corrigir desequilíbrios e estimular setores mais produtivos. O crescimento da alta tecnologia na China, que passou de 11% do PIB em 2020 para 15% em 2024, indica uma mudança na estrutura econômica.
Apesar das dificuldades enfrentadas, a economia chinesa continua a evoluir. O setor imobiliário, que representava 24% do PIB em 2020, caiu para 19% em 2024, enquanto a tecnologia avança. Embora o autor reconheça que seu livro não previu todos os desafios, ele conclui que a economia da China não está em colapso, mas em transformação, mantendo-se como a segunda maior do mundo.
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