A pesquisa da Amcham Brasil, divulgada nesta segunda-feira, revela que 60% dos empresários consideram as novas políticas do presidente Donald Trump como o principal fator externo que impactará a economia brasileira em 2025. Além disso, 58% dos executivos apontam as disputas geopolíticas e conflitos internacionais como influências significativas. A pesquisa, realizada entre 16 de dezembro […]
A pesquisa da Amcham Brasil, divulgada nesta segunda-feira, revela que 60% dos empresários consideram as novas políticas do presidente Donald Trump como o principal fator externo que impactará a economia brasileira em 2025. Além disso, 58% dos executivos apontam as disputas geopolíticas e conflitos internacionais como influências significativas. A pesquisa, realizada entre 16 de dezembro e 21 de janeiro, ouviu 775 líderes de empresas de médio e grande porte, que juntas geram 656 mil empregos e têm receita de R$ 832 bilhões.
Marcelo Marangon, presidente do Citi Brasil e da Amcham, destacou que 2025 será desafiador, com incertezas no cenário doméstico e global. Os empresários expressaram otimismo, com 92% esperando crescimento nas receitas, sendo que um terço projeta aumento de 15%. No entanto, 72% se preocupam com incertezas econômicas e 77% com os juros elevados. A pesquisa também revelou que 50% dos respondentes consideram a Reforma Tributária apenas parcialmente satisfatória.
Economistas, como Ana Paula Vescovi, do Santander, e Fernando Honorato, do Bradesco, discutiram os riscos de uma economia americana em desaceleração, o que pode influenciar as tarifas impostas por Trump. Vescovi alertou que a fragmentação do comércio mundial pode impactar negativamente o Brasil, enquanto Honorato observou que o foco do presidente americano está mais na China e no Canadá do que no Brasil, que não possui um saldo comercial relevante com os EUA.
A pesquisa da Amcham também revelou que 60% dos empresários acreditam que o Brasil deve adotar uma postura proativa em relação aos EUA, buscando fortalecer as relações econômicas. A maioria dos respondentes se mostrou otimista quanto ao crescimento de suas empresas, mas também expressou preocupações sobre a complexidade da nova reforma tributária, com 30% acreditando que ela tornará o sistema mais complexo.
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