No final de 2024, o cenário político brasileiro começou a influenciar o mercado financeiro, mesmo com as eleições presidenciais marcadas para 2026. Um indicativo importante foi a alta do Ibovespa e do real, impulsionada por uma pesquisa do Datafolha que revelou uma queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A equipe de […]
No final de 2024, o cenário político brasileiro começou a influenciar o mercado financeiro, mesmo com as eleições presidenciais marcadas para 2026. Um indicativo importante foi a alta do Ibovespa e do real, impulsionada por uma pesquisa do Datafolha que revelou uma queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A equipe de estratégia do JPMorgan, liderada por Emy Shayo, destacou que as eleições são eventos significativos para os mercados, e a recente pesquisa levantou especulações sobre uma possível mudança de governo.
Os investidores demonstraram um sentimento de “medo de perder” (FOMO), aumentando o interesse por ativos brasileiros em um contexto de queda na aprovação do governo. No entanto, o JPMorgan alerta que ainda é prematuro reagir às eleições, devido ao alto custo de oportunidade, já que os instrumentos de renda fixa oferecem retornos atrativos. A economia brasileira enfrenta desafios, como desaceleração e inflação crescente, e a história mostra que os mercados de ações tendem a se comportar mal durante ciclos de aumento de juros.
A análise também sugere que medidas populistas podem impactar negativamente a economia, mas um cenário econômico desfavorável pode impulsionar uma mudança de regime. Se a economia melhorar nos próximos meses, isso poderia beneficiar o governo atual. Embora o impacto das eleições de outubro de 2026 nos mercados seja difícil de prever, a análise histórica indica que o mercado tende a se desvalorizar nos seis meses que antecedem a eleição, seguido por uma recuperação significativa no mês da votação.
Pesquisas recentes apontam que a rejeição ao presidente Lula está em ascensão, com uma pesquisa do Datafolha mostrando que a taxa de rejeição supera a de aprovação. Apesar disso, segundo uma pesquisa da Quaest, Lula ainda venceria qualquer candidato se as eleições fossem realizadas hoje, embora um número crescente de eleitores acredite que ele não deveria buscar a reeleição.
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