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‘Nem todo negócio liderado por pretos é ONG’, afirma CEO da Conta Black sobre inclusão e lucro

- A Conta Black, fundada em 2017, visa inclusão financeira para negros e periféricos. - Com quase 70 mil clientes, a fintech diversificou seus serviços financeiros. - Fernanda Ribeiro, CEO, destaca a importância de um olhar empático na concessão de crédito. - A fintech busca breakeven até 2025, sem pressa para um IPO. - A instalação na Faria Lima facilita conexões e promove diversidade no setor financeiro.

A Conta Black, fintech focada em empreendedores negros e periféricos, foi fundada por Fernanda Ribeiro e seu marido, Sérgio All, em 2017. A empresa surgiu para enfrentar as dificuldades que esse público enfrenta para obter crédito, especialmente considerando que muitos têm acesso limitado a empregos formais. Com quase 70 mil clientes, a fintech se destaca […]

A Conta Black, fintech focada em empreendedores negros e periféricos, foi fundada por Fernanda Ribeiro e seu marido, Sérgio All, em 2017. A empresa surgiu para enfrentar as dificuldades que esse público enfrenta para obter crédito, especialmente considerando que muitos têm acesso limitado a empregos formais. Com quase 70 mil clientes, a fintech se destaca por oferecer soluções financeiras inclusivas, inicialmente com um cartão pré-pago e, atualmente, com um portfólio que inclui transferências, empréstimos e seguros.

Fernanda explica que a Conta Black não é apenas um banco digital, mas uma instituição financeira que utiliza tecnologia e análise de dados para entender melhor seu público. Durante a pandemia, a equipe identificou padrões de depósitos que ajudaram a evitar bloqueios indevidos de contas, mostrando um olhar empático em relação às necessidades dos clientes. A taxa de inadimplência da fintech é de aproximadamente 7%, considerada baixa em comparação ao mercado.

Apesar das dificuldades em captar recursos, a Conta Black conseguiu atrair investidores, incluindo um investidor-anjo em 2019 e o fundo do Google. Fernanda destaca que o discurso de diversidade tem ajudado a abrir portas, mas ainda há desafios, especialmente em um ambiente onde o público-alvo é visto como de alto risco. A fintech se posiciona como um negócio de impacto social que também gera lucro, refletindo a realidade de um país onde mais de 50% da população é negra.

Instalada na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, a Conta Black busca facilitar conexões e promover a diversidade no setor. Fernanda e Sérgio mantêm uma separação entre vida pessoal e profissional, com Fernanda assumindo a posição de CEO para focar na operação da empresa. Para o futuro, a fintech planeja crescer de forma sustentável, com um objetivo audacioso para 2025, sem pressa para um IPO, mas visando expandir sua carteira de produtos e receitas.

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