Com a COP30 programada para novembro em Belém, no Pará, o setor privado brasileiro vê o evento como uma chance de reafirmar compromissos com a descarbonização e a proteção das florestas. Empresas como o Itaú estão discutindo temas como tecnologias para redução de emissões e financiamento climático. Luciana Nicola, do Itaú Unibanco, destaca que “o […]
Com a COP30 programada para novembro em Belém, no Pará, o setor privado brasileiro vê o evento como uma chance de reafirmar compromissos com a descarbonização e a proteção das florestas. Empresas como o Itaú estão discutindo temas como tecnologias para redução de emissões e financiamento climático. Luciana Nicola, do Itaú Unibanco, destaca que “o setor privado pode ocupar posição relevante na mobilização de capital para a transição climática”.
A Natura, com 25 anos de atuação em comunidades amazônicas, planeja apresentar casos de sucesso que mostram a viabilidade de conciliar conservação ambiental e lucratividade. A empresa espera que a COP30 promova debates sobre a redução do desmatamento ilegal e a exploração sustentável de recursos. “Queremos deixar a mensagem de que é possível realizar negócios que façam bem para as pessoas e o planeta”, afirma a empresa.
A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) pretende participar da COP30, utilizando a conferência para reforçar o Brasil como fornecedor de alumínio de baixa intensidade carbônica. Janaina Donas, presidente-executiva da Abal, acredita que a COP30 pode acelerar mudanças importantes, ampliando discussões sobre economia circular e precificação de carbono. A Vale, com investimentos de até US$ 6 bilhões para reduzir emissões, também se prepara para o evento, buscando consolidar avanços em financiamento climático.
Entretanto, a adesão ao evento não é unânime. Uma pesquisa da Fundamento revela que apenas 31% dos executivos decidiram participar, enquanto 68% das empresas nunca estiveram em uma COP. Marta Dourado, da Fundamento, sugere que as empresas busquem informações e se conectem com entidades que já têm experiência. A CNI e o Pacto Global Rede Brasil também buscam engajar o setor privado, enfatizando a importância de uma participação ativa nas discussões climáticas.
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