A taxação dos fundos fechados exclusivos ou restritos, que entrará em vigor em janeiro de 2024, não resultou na descontinuação em massa dessa estrutura pelos investidores de alta renda no Brasil. Um levantamento realizado pelo escritório BVA – Barreto Veiga Advogados, a pedido do Valor, analisou 1.653 fundos classificados como multimercado ou de renda fixa. […]
A taxação dos fundos fechados exclusivos ou restritos, que entrará em vigor em janeiro de 2024, não resultou na descontinuação em massa dessa estrutura pelos investidores de alta renda no Brasil. Um levantamento realizado pelo escritório BVA – Barreto Veiga Advogados, a pedido do Valor, analisou 1.653 fundos classificados como multimercado ou de renda fixa. Os dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que apenas 9,3% desses fundos, ou seja, 155, foram encerrados entre o início do quarto trimestre de 2023 e 20 de dezembro de 2024.
Além do encerramento, o estudo revelou que apenas 57 fundos foram reenquadrados para a categoria de fundos de ações (FIAs) ou sofreram cisão parcial, permitindo a conversão de parte do patrimônio em novos FIAs. Essa mudança representa apenas 3,98% do total de fundos analisados. A resistência dos super-ricos em abandonar essa estrutura sugere uma adaptação às novas regras tributárias, ao invés de uma migração significativa para outras opções de investimento.
Esses dados refletem uma tendência de manutenção das estratégias de investimento, mesmo diante de mudanças regulatórias. O cenário atual indica que os investidores estão avaliando as implicações da taxação e buscando formas de otimizar seus portfólios, sem abrir mão dos fundos fechados que, até o momento, continuam a ser uma escolha popular entre os investidores de alta renda no Brasil.
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