Em 2024, o agronegócio brasileiro registrou o maior número de fusões e aquisições dos últimos cinco anos, conforme relatório da KPMG. Entre janeiro e dezembro, foram realizadas doze operações, um aumento de 140% em relação a 2023, que contabilizou apenas cinco transações. As áreas de sucroalcooleira e fertilizantes se destacaram, refletindo uma tendência de crescimento […]
Em 2024, o agronegócio brasileiro registrou o maior número de fusões e aquisições dos últimos cinco anos, conforme relatório da KPMG. Entre janeiro e dezembro, foram realizadas doze operações, um aumento de 140% em relação a 2023, que contabilizou apenas cinco transações. As áreas de sucroalcooleira e fertilizantes se destacaram, refletindo uma tendência de crescimento no setor.
O estudo revelou que, das doze operações, cinco foram domésticas, três envolveram empresas estrangeiras adquirindo capital de companhias brasileiras, e três foram de brasileiros comprando de estrangeiros. Uma operação notável foi a compra, em junho, pela britânica BP da participação de 50% da Bunge na joint venture BP Bunge Bioenergia. Outra transação significativa foi a aquisição da Solubio pela gestora Aqua Capital por R$ 100 milhões.
Além disso, a empresa israelense ICL adquiriu a brasileira Nitro 1000 por US$ 30 milhões no início do ano. Em agosto, a Agrion captou até US$ 50 milhões com o Fundo Global para Recifes de Corais, enquanto a Agrogalaxy aumentou sua participação na Agrocat de 80% para 90%.
No total, o Brasil registrou 1.582 fusões e aquisições em 2024, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. As operações entre empresas brasileiras foram as mais frequentes, com 981 transações, seguidas por 394 envolvendo empresas de capital majoritariamente estrangeiro.
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