O Tesouro Nacional anunciou nesta terça-feira a captação de US$ 2,5 bilhões em sua primeira emissão de títulos em dólares de 2025, com vencimento em 2035. A operação, que teve um rendimento de 6,75% ao ano, atraiu uma demanda significativa, com o livro de ordens atingindo aproximadamente US$ 6,5 bilhões. O Tesouro destacou que a […]
O Tesouro Nacional anunciou nesta terça-feira a captação de US$ 2,5 bilhões em sua primeira emissão de títulos em dólares de 2025, com vencimento em 2035. A operação, que teve um rendimento de 6,75% ao ano, atraiu uma demanda significativa, com o livro de ordens atingindo aproximadamente US$ 6,5 bilhões. O Tesouro destacou que a emissão foi liderada pelos bancos Bradesco, JP Morgan e Morgan Stanley, e que cerca de 64% dos investidores eram não residentes, principalmente da Europa e América do Norte.
O objetivo da operação é promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar, além de fornecer uma referência para o setor corporativo e antecipar o financiamento de vencimentos em moeda estrangeira. A taxa de rendimento representa uma diferença de 2,20 pontos percentuais em relação ao título do Tesouro dos Estados Unidos, a menor desde 2020. O “initial price talk” foi inicialmente fixado em 7,05%, conforme informações do serviço IFR.
A nova emissão ocorre em um contexto de recuperação dos ativos brasileiros, após uma queda significativa no final de 2024. O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, que mede o risco do país, apresentou uma melhora de mais de 20% no acumulado do ano. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comentou que os mercados reagiram positivamente à ausência de tarifas ameaçadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Além disso, o Tesouro já havia solicitado ao Senado a ampliação do limite de emissão de títulos de dívida pública no exterior, de US$ 75 bilhões para US$ 125 bilhões, visando aumentar as emissões de títulos sustentáveis. A última emissão externa ocorreu em junho do ano passado, levantando US$ 2 bilhões. A expectativa é que a operação atual reforce a posição do Brasil no mercado internacional de dívida.
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