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Brasil inicia produção de ímãs de terras raras em Minas Gerais para transição energética

- Brasil inicia produção de ímãs de terras raras em maio, com investimento de R$ 35 milhões. - Laboratório em Lagoa Santa, MG, já firmou parcerias com 16 empresas do setor. - Expectativa é produzir cinco toneladas até dezembro, aumentando para 8 toneladas anuais. - Brasil visa reduzir dependência da China, que domina 90% da produção global. - Projeções indicam que Brasil pode atender até 15% do mercado mundial em dez anos.

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O Brasil está prestes a avançar na produção de terras raras, minerais essenciais para a fabricação de produtos como motores de carros elétricos e turbinas eólicas. A partir de maio, o país iniciará a fabricação de ímãs de terras raras no Laboratório de Produção de Ímãs de Terras Raras (Labfab ITR), localizado em Lagoa Santa, […]

O Brasil está prestes a avançar na produção de terras raras, minerais essenciais para a fabricação de produtos como motores de carros elétricos e turbinas eólicas. A partir de maio, o país iniciará a fabricação de ímãs de terras raras no Laboratório de Produção de Ímãs de Terras Raras (Labfab ITR), localizado em Lagoa Santa, Minas Gerais. Este laboratório, adquirido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) por R$ 35 milhões, já firmou parcerias com 16 empresas do setor.

Atualmente, mais de 90% dos ímãs de terras raras são produzidos na China, que anunciou a interrupção das exportações até o final deste ano. O Brasil, com a terceira maior reserva mundial de terras raras, busca fechar o ciclo produtivo e reduzir a dependência de importações. O investimento total na cadeia produtiva no Brasil é de R$ 73 milhões, com aportes significativos também em outros estados, como Bahia e Goiás, que somam quase R$ 2 bilhões.

O laboratório tem capacidade para produzir 100 toneladas de ímãs por ano, com uma expectativa de cinco toneladas até dezembro de 2024 e um aumento para 200 toneladas em um futuro próximo. Os ímãs são fabricados a partir de três dos 17 minerais de terras raras: neodímio, praseodímio e disprósio. Especialistas projetam que a demanda por esses minerais aumentará até seis vezes até 2040, e o Brasil pode atender de 10% a 15% do mercado mundial nos próximos dez anos.

A produção de ímãs de terras raras está alinhada com o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que visa incentivar a inovação e a descarbonização no setor automotivo. Essa iniciativa é crucial para garantir que o Brasil não seja apenas um exportador de minerais, mas também um produtor estratégico de componentes essenciais para tecnologias sustentáveis.

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