O Morgan Stanley revisou sua alocação para a América Latina, mantendo uma abordagem seletiva e priorizando investimentos em setores como digitalização, energia, agricultura e relocalização de produção. O banco mantém uma posição reduzida em ações brasileiras em relação ao Índice Morgan Stanley Capital International para a América Latina, que serve como referência para investidores na […]
O Morgan Stanley revisou sua alocação para a América Latina, mantendo uma abordagem seletiva e priorizando investimentos em setores como digitalização, energia, agricultura e relocalização de produção. O banco mantém uma posição reduzida em ações brasileiras em relação ao Índice Morgan Stanley Capital International para a América Latina, que serve como referência para investidores na região. Apesar disso, houve um leve aumento na exposição à carteira, com inclusão de papéis do setor financeiro, em resposta a possíveis mudanças na política econômica e novas dinâmicas globais.
Os analistas do banco destacam que a visão sobre o Brasil continua underweight, considerando os efeitos das altas taxas de juros, que podem persistir. Eles avaliam que os setores domésticos estão em uma fase avançada do ciclo econômico, e a falta de avanços em políticas internas gera incerteza. No entanto, ajustes na carteira foram feitos, com maior foco em ativos de tecnologia e serviços financeiros, em meio a um cenário que sugere uma possível mudança de política.
O México teve sua classificação elevada para exposição neutra após a desvalorização do dólar, equilibrando risco e retorno. O banco acredita que o país pode se beneficiar das disputas comerciais entre Estados Unidos e China, apesar de reformas domésticas desafiadoras. Argentina, Chile e Colômbia mantêm exposição acima da média, impulsionada pela expectativa de mudanças políticas, enquanto o Peru continua com alocação reduzida, aguardando sinais de estímulos econômicos da China.
Após o forte desempenho do mercado argentino em 2024, o Morgan Stanley decidiu realizar lucros, removendo ações da Edenor e da Globant, e aumentando a participação no setor financeiro brasileiro com a inclusão do Banco do Brasil e XP Inc. O Banco do Brasil foi escolhido por seu alto retorno sobre o patrimônio líquido, enquanto a XP Inc. foi adicionada para ampliar a exposição ao setor. A Orbia também foi incluída, com potencial de valorização de aproximadamente 140%. Por outro lado, a Totvs foi retirada após um desempenho expressivo, visando consolidar lucros.
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