A operação brasileira do Eataly, localizada na Avenida Juscelino Kubitscheck, em São Paulo, conseguiu suspender a ordem de despejo determinada pela Caoa Patrimonial, proprietária do imóvel. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que considerou que a desocupação inviabilizaria a recuperação da empresa, que enfrenta dificuldades financeiras e possui dívidas […]
A operação brasileira do Eataly, localizada na Avenida Juscelino Kubitscheck, em São Paulo, conseguiu suspender a ordem de despejo determinada pela Caoa Patrimonial, proprietária do imóvel. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que considerou que a desocupação inviabilizaria a recuperação da empresa, que enfrenta dificuldades financeiras e possui dívidas em torno de R$ 50 milhões. A Eataly emprega cerca de 300 pessoas e a perda do ponto poderia resultar em demissões em massa.
A crise financeira da Eataly se agravou após a perda do direito de uso da marca, uma decisão resultante de uma arbitragem entre o grupo italiano e a representação local. A empresa teve que remover todas as referências à marca de sua loja, incluindo o letreiro da fachada. O pedido de recuperação judicial foi feito em dezembro do ano passado, e a gestão atual já injetou R$ 20 milhões para tentar estabilizar a situação.
O desembargador Sérgio Shimura, ao suspender a ordem de despejo, destacou que a continuidade das operações da Eataly é crucial para sua recuperação econômica. Ele argumentou que a loja é o único endereço da marca no Brasil e que a desocupação acarretaria a rescisão de contratos de trabalho, afetando não apenas os funcionários diretos, mas também uma rede maior de prestadores de serviços e fornecedores.
A Eataly, que chegou ao Brasil em 2015, é um centro gastronômico de luxo que combina mercado, restaurantes e cursos de culinária italiana. A unidade de São Paulo é a única no país e se tornou um ponto turístico, atraindo amantes da gastronomia. A disputa judicial com a Caoa Patrimonial começou em março do ano passado, e a Eataly já havia enfrentado uma ordem de despejo coercitivo antes da decisão favorável do TJ-SP.
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