O preço do ovo atingiu novos recordes em fevereiro, conforme divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A combinação da baixa oferta e da demanda aquecida tem sustentado o aumento das cotações. Além disso, a previsão de uma quarta onda de calor no Brasil pode intensificar essa tendência, levando a novos patamares […]
O preço do ovo atingiu novos recordes em fevereiro, conforme divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A combinação da baixa oferta e da demanda aquecida tem sustentado o aumento das cotações. Além disso, a previsão de uma quarta onda de calor no Brasil pode intensificar essa tendência, levando a novos patamares históricos.
Uma onda de calor é caracterizada por temperaturas 5°C acima da média por pelo menos três dias, o que impacta diretamente a avicultura. Com o aumento das temperaturas, a produtividade das galinhas poedeiras pode ser afetada, resultando em ovos de menor qualidade e durabilidade, agravando a já limitada oferta do produto. A nova onda de calor está relacionada a uma bolha atmosférica entre Argentina, Uruguai e Paraguai, afetando também estados brasileiros como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Em São Paulo e Rio de Janeiro, as temperaturas continuam elevadas devido à terceira onda de calor, e a chegada de um novo fenômeno manterá esse cenário. Apesar da desaceleração nas vendas de ovos, típica do final do mês, a baixa oferta ainda garante a sustentação dos preços. Entre 12 e 19 de fevereiro, o preço do ovo branco a retirar (FOB) em Santa Maria de Jetibá (ES) subiu 1,1%, alcançando R$ 236,21 na quarta-feira (19/2).
Os preços do ovo vermelho também apresentaram aumento, de 5% no mesmo período, totalizando R$ 276,54 a caixa. Ambas as médias representam recordes diários reais na série histórica do Cepea, evidenciando a pressão sobre o mercado e a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas e de oferta.
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