A Moura Dubeux, a única incorporadora do Nordeste listada na B3, completou cinco anos de sua abertura de capital em fevereiro. Apesar do crescimento anual de cerca de 40% e da redução da alavancagem, suas ações estão cotadas a R$ 13, abaixo dos R$ 19 do preço de estreia em 2020. O CEO, Diego Villar, […]
A Moura Dubeux, a única incorporadora do Nordeste listada na B3, completou cinco anos de sua abertura de capital em fevereiro. Apesar do crescimento anual de cerca de 40% e da redução da alavancagem, suas ações estão cotadas a R$ 13, abaixo dos R$ 19 do preço de estreia em 2020. O CEO, Diego Villar, atribui essa discrepância à necessidade de recuperação do cenário macroeconômico, afirmando que a empresa busca se tornar a maior plataforma de produtos imobiliários da região.
Os planos da Moura Dubeux incluem a diversificação do core business, expandindo para segmentos de médio e baixo padrão. A nova marca Única, voltada para o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), deve contribuir significativamente para o crescimento, com a expectativa de alcançar R$ 1,5 bilhão em vendas até 2030. Villar projeta que isso elevará o total de vendas do grupo para R$ 3,5 bilhões anuais, com lucro de R$ 600 milhões, quase quatro vezes o lucro de R$ 156 milhões de 2023.
A empresa já lançou a marca Mood para atender famílias com renda de R$ 8.000 a R$ 15.000 e planeja que o segmento de média renda represente 50% dos novos empreendimentos nos próximos dois anos. Villar destaca que a diversificação regional e de produtos protege a empresa de riscos sazonais, permitindo uma atuação em diferentes faixas de renda e regiões do Nordeste, onde a Moura Dubeux detém 25% do mercado imobiliário.
Embora a empresa tenha anunciado o pagamento de R$ 55 milhões em dividendos, o preço das ações ainda não refletiu as expectativas do mercado. Analistas elevaram as projeções para R$ 16,5 e R$ 20,60, mas as ações continuam em baixa. Villar expressou sua frustração com a situação, mas mantém a confiança no crescimento operacional e financeiro da empresa, que, segundo ele, será reconhecido pelo mercado quando as condições econômicas melhorarem.
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