As boas safras previstas para 2024 devem proporcionar um alívio nos preços dos alimentos, mas as proteínas continuarão a sofrer alta, impactando o orçamento da população. Fábio Romão, economista da LCA Consultores, aponta que fatores como secas e incêndios nas áreas produtivas, o ciclo do boi e a valorização do dólar são responsáveis por essa […]
As boas safras previstas para 2024 devem proporcionar um alívio nos preços dos alimentos, mas as proteínas continuarão a sofrer alta, impactando o orçamento da população. Fábio Romão, economista da LCA Consultores, aponta que fatores como secas e incêndios nas áreas produtivas, o ciclo do boi e a valorização do dólar são responsáveis por essa tendência. O alívio nos preços das proteínas, no entanto, só deve ocorrer em 2026.
A evolução dos preços agropecuários no atacado é um indicador importante para os alimentos no varejo. Após um aumento em 2024 devido a eventos climáticos adversos, espera-se uma desaceleração, impulsionada por boas safras e uma evolução moderada de itens in natura. Contudo, o cenário para as proteínas em 2025 permanece desafiador, com a carne bovina projetada para acumular alta de 15,3% no varejo ao longo do ano.
Na prévia da inflação de fevereiro (IPCA-15), pode haver uma leve queda temporária nos preços da carne bovina, mas Romão alerta que isso não deve durar. A expectativa é que o preço do boi gordo na BM&F atinja cerca de R$ 375 no quarto trimestre, acima dos atuais R$ 315. Essa alta nas carnes deve impactar outras proteínas, como frango e ovos, devido ao efeito de substituição.
O item Carnes representa 2,85% do IPCA, enquanto o ovo de galinha tem peso de apenas 0,25%. A previsão é que o preço do frango suba 8,5% e os ovos de galinha aumentem 19,7% no varejo, devido à alta demanda e oferta restrita. Apesar da pressão nas proteínas, Romão destaca que a diferença na inflação da alimentação entre 2024 (8,2%) e 2025 (7,2%) deve se estreitar, refletindo a expectativa de boas safras. O IPCA geral projetado para 2025 é de 5,6%.
Entre na conversa da comunidade