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ANS deve evitar estatização dos planos de saúde, afirma CEO da SulAmérica e FenaSaúde

- Raquel Reis, nova presidente da FenaSaúde, defende desregulamentação do setor. - Proposta de "divisão de risco" visa incluir medicamentos no rol de cobertura. - ANS discute mudanças que preocupam operadoras e associações de consumidores. - SulAmérica cresceu 174 mil usuários em 2024, totalizando 2,95 milhões. - Reis critica falta de avaliação de impacto das novas regras da ANS.

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Raquel Reis, CEO da SulAmérica Saúde e Odonto e nova presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), defende que as mudanças propostas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não devem levar à estatização do setor. Em entrevista, ela enfatiza a necessidade de desregulamentação para permitir o crescimento do mercado, que pode impactar positivamente […]

Raquel Reis, CEO da SulAmérica Saúde e Odonto e nova presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), defende que as mudanças propostas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não devem levar à estatização do setor. Em entrevista, ela enfatiza a necessidade de desregulamentação para permitir o crescimento do mercado, que pode impactar positivamente o PIB e aliviar a pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Reis critica a falta de avaliação de impacto regulatório nas novas regras e destaca a importância de um diálogo entre o Ministério da Saúde, a ANS e as operadoras.

A executiva questiona a inclusão de medicamentos de alto custo no rol de cobertura e a judicialização que dificulta a precificação dos planos de saúde. Para ela, a flexibilização das regras é essencial, sugerindo a criação de pacotes modulados que atendam diferentes necessidades dos consumidores. Reis também menciona a concorrência com cartões de desconto, que, segundo ela, atendem a uma parte da população que não está sendo contemplada pelas operadoras tradicionais.

Reis propõe uma divisão de risco entre operadoras e indústrias farmacêuticas, especialmente em relação a medicamentos caros. Ela sugere que o pagamento por esses tratamentos seja fracionado ao longo de anos, dependendo da eficácia do tratamento. Além disso, a presidente da FenaSaúde critica a recente liberação de limites de terapia para autismo, apontando a necessidade de diretrizes claras para evitar diagnósticos excessivos e garantir tratamentos adequados.

Com um crescimento significativo em 2024, a SulAmérica adicionou 174 mil novos usuários, totalizando 2,95 milhões de clientes. Reis afirma que o foco da empresa não está apenas em números, mas na qualidade dos serviços prestados, buscando um crescimento sustentável que beneficie a saúde suplementar no Brasil.

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