O “dry January”, desafio de passar o mês de janeiro sem álcool, pode ter terminado, mas os desafios para as grandes empresas de bebidas permanecem. O Cirurgião Geral dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um parecer recomendando que as bebidas alcoólicas incluam avisos sobre a relação com o câncer, colocando o álcool sob crescente escrutínio de […]
O “dry January”, desafio de passar o mês de janeiro sem álcool, pode ter terminado, mas os desafios para as grandes empresas de bebidas permanecem. O Cirurgião Geral dos EUA, Vivek Murthy, emitiu um parecer recomendando que as bebidas alcoólicas incluam avisos sobre a relação com o câncer, colocando o álcool sob crescente escrutínio de saúde pública. Essa situação pode levar a restrições adicionais, como limitações na publicidade e na venda de produtos, conforme analisado por Duncan Fox, da Bloomberg Intelligence.
Além disso, o consumo de álcool tem diminuído entre as gerações mais jovens, especialmente a Geração Z e os millennials, conforme relatório da consultoria Morning Consult. O uso crescente de medicamentos para perda de peso, como os GLP-1s, também pode impactar a demanda por bebidas alcoólicas. A CEO da Diageo, Debra Crew, destacou a dificuldade em separar os efeitos desses medicamentos das tendências de moderação no consumo de álcool.
As tarifas de 25% sobre importações de cerveja do México e do Canadá, além de tarifas sobre alumínio, complicam ainda mais a situação. A Constellation Brands, fabricante da Modelo Especial, já cortou suas previsões de vendas. Apesar disso, as empresas de bebidas têm investido em alternativas com baixo ou nenhum álcool, similar ao que ocorreu no setor de tabaco com os cigarros eletrônicos.
O mercado de bebidas sem álcool está crescendo, com a Athletic Brewing se destacando como a maior marca de cerveja sem álcool nos EUA. As vendas desse segmento aumentaram entre 25% e 35% ao ano, embora ainda representem uma fatia pequena do mercado. As empresas estão explorando novas oportunidades, incluindo a cannabis legal, mas essa ainda não se consolidou como uma via significativa de crescimento. O futuro do setor de bebidas alcoólicas e suas alternativas permanece incerto, com desafios contínuos à vista.
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