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Tarifas de Trump ameaçam ações de empresas com alta exposição a mercados internacionais

- O governo Trump impôs tarifas de 10% sobre produtos chineses e 25% sobre Canadá e México. - Empresas como AES e Booking Holdings estão mais vulneráveis às tarifas, segundo análise. - Fortinet e Las Vegas Sands mostram resiliência, com impactos limitados esperados. - Investidores preveem correção significativa no mercado devido às tensões comerciais. - Tarifa é considerada um imposto, afetando a dinâmica de preços e consumo globalmente.

O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos trouxe incertezas para investidores, especialmente após a imposição de tarifas de 10% sobre produtos chineses. Em resposta, a China aplicou tarifas de até 15% sobre importações americanas, como carvão e gás natural liquefeito. Além disso, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos do Canadá […]

O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos trouxe incertezas para investidores, especialmente após a imposição de tarifas de 10% sobre produtos chineses. Em resposta, a China aplicou tarifas de até 15% sobre importações americanas, como carvão e gás natural liquefeito. Além disso, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos do Canadá e México, que foi suspensa temporariamente, mas sem indícios de que a administração desistirá dessa medida. A possibilidade de tarifas também se estender a produtos europeus foi levantada, com Trump assinando um memorando para implementar “tarifas recíprocas”.

O investidor bilionário Steve Cohen expressou preocupação, afirmando que “tarifas não podem ser positivas, é um imposto”. Ele acredita que estamos em um período de mudança que pode resultar em uma correção significativa no mercado. A análise da Goldman Sachs identificou empresas com maior exposição a regiões afetadas por tarifas, como América Latina, Ásia-Pacífico e Europa, Oriente Médio e África (EMEA). A empresa de energia renovável AES lidera a lista, com 53% de sua receita proveniente da América Latina, tendo visto suas ações caírem mais de um terço no último ano.

No setor aéreo, a American Airlines obtém cerca de 14% de sua receita da América Latina. O analista Andrew Didora acredita que as tarifas não afetarão significativamente as ações da companhia, já que a maior parte de sua receita vem de voos de longa distância. Em relação à EMEA, a Booking Holdings tem quase 80% de sua receita da região, enquanto a APA Corp. apresenta 59%. Apesar da alta exposição, o analista Shaul Eyal acredita que a Fortinet, que obtém 40% de sua receita da EMEA, pode se proteger das tarifas devido à crescente demanda por soluções de cibersegurança.

Na Ásia-Pacífico, a Las Vegas Sands tem 100% de sua receita proveniente da região, especialmente de Macaú. O analista David Katz afirmou não ter evidências de que a empresa enfrentaria perdas devido a tarifas. Ele destacou a boa gestão das propriedades locais e a importância econômica para o governo chinês. Katz elevou a classificação das ações da Las Vegas Sands para “compra”, com um preço-alvo de $69, representando um aumento de 57% em relação ao fechamento recente. Outras empresas com alta exposição à região incluem Wynn Resorts e Corning.

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