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Assessores devem incentivar diversificação em vez de focar apenas no CDI, afirmam especialistas

- Fernando Ferreira e Artur Wichmann alertam sobre riscos da migração total para CDI. - CDI pode não ser seguro em crises, como em 2008 e 2015-2016, destacam especialistas. - Projeções indicam queda da taxa do CDI no final de 2025, segundo a XP. - Diversificação internacional é essencial para maximizar retornos, afirmam executivos. - Fundo de crédito deve ser escolhido com cuidado, enfatiza Wichmann aos assessores.

Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP, alerta que migrar 100% para o CDI pode não ser a melhor estratégia, especialmente com a taxa projetada para 15,50% ao ano. Ele enfatiza a importância da diversificação da carteira, que pode oferecer oportunidades superiores. Artur Wichmann, CIO da XP, complementa que o CDI pode falhar em momentos de crise, […]

Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP, alerta que migrar 100% para o CDI pode não ser a melhor estratégia, especialmente com a taxa projetada para 15,50% ao ano. Ele enfatiza a importância da diversificação da carteira, que pode oferecer oportunidades superiores. Artur Wichmann, CIO da XP, complementa que o CDI pode falhar em momentos de crise, citando crises passadas em 2008, 2015-2016 e durante a pandemia, quando o CDI não se mostrou um porto seguro.

Ferreira também destaca que o CDI em dólar teve retorno negativo, e que a espera por um cenário melhor para alocar em outros ativos pode resultar em preços mais altos. Ele sugere que o foco deve ser no retorno prospectivo, que pode ser maior em outras classes de ativos. Projeções da XP indicam que a taxa do CDI pode começar a cair no final deste ano ou no início do próximo.

Em relação às taxas de juros, Ferreira prevê que elas permanecerão altas por um período prolongado. Ele recomenda priorizar o carrego nas seleções de ativos, evitando a busca por investimentos excessivamente arriscados. Wichmann, por sua vez, enfatiza a importância de uma escolha cuidadosa em fundos de crédito, dada a recente queda nos spreads, e ressalta a necessidade de um bom gestor.

Wichmann também defende a inclusão de títulos públicos e a diversificação internacional nas carteiras, citando o crescimento do S&P 500 como um exemplo de oportunidade perdida. Ele observa que a diversificação internacional não é uma forma de fugir do Brasil, mas sim uma maneira de expor os clientes ao que há de melhor no capitalismo global. Quanto aos fundos alternativos, ele afirma que são viáveis, desde que alinhados ao perfil de risco e liquidez do cliente, alertando sobre a falta de acesso à liquidez por longos períodos.

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