As ações do Nubank sofreram uma queda significativa de 18,89% na última sexta-feira, após a divulgação do balanço do quarto trimestre, resultando na perda de sua posição como o banco mais valioso da América Latina. Com essa desvalorização, o Itaú reconquistou o título, sendo avaliado em US$ 52,98 bilhões, enquanto o Nubank agora vale US$ […]
As ações do Nubank sofreram uma queda significativa de 18,89% na última sexta-feira, após a divulgação do balanço do quarto trimestre, resultando na perda de sua posição como o banco mais valioso da América Latina. Com essa desvalorização, o Itaú reconquistou o título, sendo avaliado em US$ 52,98 bilhões, enquanto o Nubank agora vale US$ 51,38 bilhões. Analistas atribuem essa queda à margem financeira do Nubank, que foi impactada por fatores como a variação cambial e um aperto no Pix Crédito, além de uma redução no rendimento dos cartões de crédito, seu principal produto.
Os analistas do Citi destacam que o Nubank está adotando uma postura mais cautelosa em relação à originação de crédito, especialmente em cartões. Apesar de reconhecerem os desafios impostos pela variação cambial, a análise dos resultados é predominantemente negativa. Eles observam que a estabilização no crescimento do Nubank é preocupante, uma vez que a empresa se posiciona como uma instituição de crescimento e, portanto, depende de um aumento contínuo em sua base de clientes e receitas.
Em contraste, o Itaú, um banco tradicional, é visto como uma “vaca leiteira”, com uma alta distribuição de proventos e múltiplos de avaliação mais baixos. No mês passado, o Nubank superou o Itaú em número de clientes, tornando-se o terceiro maior banco do Brasil nesse aspecto, conforme dados do Banco Central. No entanto, especialistas ressaltam que a comparação entre os bancos deve considerar os ativos totais, onde o Itaú possui R$ 3,048 trilhões, enquanto o Nubank soma apenas US$ 49,931 bilhões (cerca de R$ 286 bilhões), representando apenas 9,4% do tamanho do Itaú.
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