A fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3) recebeu um pedido significativo da japonesa ANA Holdings para a entrega de 20 jatos E190-E2, sendo 15 firmes e 5 opções. As entregas estão previstas para ocorrer entre 2028 e 2033. A notícia teve um impacto positivo no mercado, com as ações da Embraer subindo 4,39%, cotadas a R$ […]
A fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3) recebeu um pedido significativo da japonesa ANA Holdings para a entrega de 20 jatos E190-E2, sendo 15 firmes e 5 opções. As entregas estão previstas para ocorrer entre 2028 e 2033. A notícia teve um impacto positivo no mercado, com as ações da Embraer subindo 4,39%, cotadas a R$ 62,52 às 11h28 (horário de Brasília). O valor estimado do pedido é de US$ 1,5 bilhão, com US$ 1,1 bilhão correspondendo às aeronaves firmes, o que representa um crescimento de 11% na carteira de pedidos comerciais da empresa.
O JPMorgan avaliou o pedido como um sinal positivo, destacando a capacidade da Embraer de conquistar novos clientes e a qualidade de seus produtos. A empresa está atualmente negociando a 8,5 vezes o valor (EV)/lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) projetado para 2025, em comparação com concorrentes como Boeing e Airbus. O Bradesco BBI também considerou o anúncio favorável, prevendo um aumento de 4% na carteira de pedidos da Embraer no 4T24.
Além disso, o Itaú BBA ressaltou a forte posição da Embraer no mercado de aviação regional, destacando a crescente demanda por aeronaves eficientes em consumo de combustível. O acordo não só aumenta a visibilidade da carteira de pedidos da Embraer, mas também fortalece sua presença na Ásia, um mercado estratégico para a expansão. Os analistas do BBA afirmaram que a Embraer está bem posicionada para capturar uma maior participação de mercado, especialmente com a modernização das frotas das companhias aéreas.
A ANA Holdings anunciou que, além dos 20 jatos da Embraer, fará pedidos de 30 aeronaves da Boeing e 27 da Airbus, totalizando um investimento de US$ 14 bilhões. A companhia aérea, que opera sob a marca principal e a de baixo custo Peach, espera que sua frota atinja cerca de 320 aeronaves até o ano fiscal de 2030. O pedido da ANA reflete a estratégia de expansão da empresa e a modernização de sua frota, alinhando-se às tendências do setor aéreo.
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