O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve julgar amanhã a aquisição de uma participação minoritária da startup de delivery de supermercado Shopper pelo iFood. Essa decisão pode sinalizar a postura da autoridade antitruste em relação a futuras movimentações de plataformas digitais que dominam seus mercados. Embora a compra pareça simples, a conselheira […]
O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve julgar amanhã a aquisição de uma participação minoritária da startup de delivery de supermercado Shopper pelo iFood. Essa decisão pode sinalizar a postura da autoridade antitruste em relação a futuras movimentações de plataformas digitais que dominam seus mercados. Embora a compra pareça simples, a conselheira Camila Cabral Pires Alves decidiu que o caso deve ser analisado pelo tribunal, apesar da aprovação inicial sem restrições pela superintendência-geral do Cade.
Desde a decisão da conselheira, o processo foi retirado de pauta em duas ocasiões a pedido do conselheiro-relator José Levi Mello, sendo a última em 12 de fevereiro. A conselheira Camila levantou preocupações sobre a concorrência no mercado de pedidos online, sugerindo que a análise deve incluir aplicativos especializados, como o Zé Delivery, e um detalhamento sobre o volume de vendas de plataformas como iFood, Rappi e Uber Mercado. Ela enfatizou a necessidade de uma avaliação mais profunda antes de aprovar a operação.
A Shopper, que atua apenas em 129 cidades de São Paulo, se destaca por seu crescimento orgânico e gradual, diferindo de outras startups que priorizam crescimento rápido. Fundada por ex-alunos do Insper, a empresa opera com quatro modelos de negócios, incluindo compras programadas e avulsas. Com investidores como o fundo soberano de Cingapura e o braço de venture capital da Minerva Foods, a Shopper se consolidou como um player regional no e-commerce de supermercado.
Para o iFood, a aquisição representa uma oportunidade de expandir sua atuação no segmento de supermercados, além de já ser um líder no delivery de restaurantes. A transação é vista como uma estratégia para fortalecer a presença da empresa no mercado de delivery de itens de supermercado, um setor que vem ganhando importância em seu balanço financeiro.
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