O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma alta de 1,23% em fevereiro de 2024, superando o resultado de janeiro, que foi de 0,11%. Essa elevação representa um aumento de 1,12 ponto percentual em relação ao mês anterior. O acumulado do ano chegou a 1,34%, enquanto a variação nos últimos doze […]
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma alta de 1,23% em fevereiro de 2024, superando o resultado de janeiro, que foi de 0,11%. Essa elevação representa um aumento de 1,12 ponto percentual em relação ao mês anterior. O acumulado do ano chegou a 1,34%, enquanto a variação nos últimos doze meses atingiu 4,96%, acima dos 4,50% registrados anteriormente. O grupo Habitação foi o principal responsável por essa alta, com um aumento de 4,34%, impulsionado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 16,33%.
Além da habitação, o setor de Educação também teve um impacto significativo, com uma alta de 4,78%, refletindo os reajustes anuais das mensalidades escolares. O ensino fundamental, por exemplo, registrou um aumento de 7,50%. No grupo Alimentação e Bebidas, a alta foi de 0,61%, com destaque para o aumento do preço do café moído, que subiu 11,63%. Em contrapartida, itens como batata-inglesa e arroz apresentaram quedas.
Os combustíveis também contribuíram para a inflação, com o etanol subindo 3,22% e a gasolina 1,71%. O transporte público teve um impacto adicional, com tarifas de ônibus urbano aumentando 5,20%. Apesar de alguns itens apresentarem deflação, como as passagens aéreas, que caíram 20,42%, a pressão inflacionária geral continua a ser uma preocupação para os analistas.
Economistas alertam que, apesar da desaceleração em alguns setores, a inflação ainda apresenta resistência, especialmente em serviços. A média dos núcleos, que exclui itens voláteis, subiu 0,64%, indicando uma inflação subjacente elevada. As expectativas para a inflação em 2025 foram ajustadas, com previsões que indicam que o IPCA pode ultrapassar o teto da meta estabelecida pelo governo, reforçando a necessidade de uma política monetária contracionista.
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