A Marcopolo (POMO4) registrou um lucro líquido de R$ 318,8 milhões no quarto trimestre de 2024, representando um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado operacional também cresceu mais de 60%, impulsionado pela recuperação do mercado de transporte no Brasil, mesmo diante da alta nas taxas de juros. A […]
A Marcopolo (POMO4) registrou um lucro líquido de R$ 318,8 milhões no quarto trimestre de 2024, representando um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado operacional também cresceu mais de 60%, impulsionado pela recuperação do mercado de transporte no Brasil, mesmo diante da alta nas taxas de juros. A montadora de carrocerias de ônibus reportou um Ebitda de R$ 461,4 milhões, com um crescimento de 60,5% em comparação ao ano anterior. A receita líquida alcançou R$ 2,7 bilhões, superando as expectativas do mercado.
Apesar do desempenho positivo, as ações da Marcopolo caíram 4,85%, cotadas a R$ 7,65. O Bradesco BBI atribui essa queda à redução de 0,4 ponto percentual na margem EBITDA ajustada em relação ao trimestre anterior. A mudança no mix de receitas, com 31% provenientes do mercado externo, contribuiu para essa diminuição, já que as operações internacionais apresentam as piores margens entre os segmentos da empresa. O Itaú BBA também destacou a pressão sobre os lucros devido a despesas financeiras relacionadas à política de hedge cambial.
Durante a teleconferência de resultados, a Marcopolo indicou que espera um crescimento mais lento no volume de ônibus em 2025, mas ainda assim se beneficiará de alavancagem operacional e maior eficiência. O JPMorgan ressaltou a solidez do backlog no segmento rodoviário e as perspectivas positivas para ônibus elétricos e veículos pesados. A administração da empresa afirmou que a concorrência permanece estável, o que sugere um ambiente de preços saudável.
Os analistas mantêm recomendações de compra, com o Itaú BBA estabelecendo um preço-alvo de R$ 10,50 e o JPMorgan de R$ 12. O BBI considera a queda das ações exagerada e também mantém a recomendação de compra, prevendo uma margem EBITDA de 19,4% para 2025, sustentada por melhorias na produtividade e aumento das exportações, favorecidas pela depreciação do real.
Entre na conversa da comunidade