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Mais de 60% das mulheres empreendedoras enfrentam sobrecarga entre negócios e lar

- Pesquisa de 2024 mostra que 63,4% das empresárias acumulam 12 horas de trabalho. - Aumento de quase 10% em relação a 2023, quando 54,9% enfrentavam sobrecarga. - Desempenho profissional e expansão dos negócios são afetados pela sobrecarga. - Especialistas destacam a importância de redes de apoio e delegação de tarefas. - Estratégias como priorização e mentorias são essenciais para um equilíbrio saudável.

Equilibrar um negócio próprio com as responsabilidades domésticas tem se tornado um desafio crescente para mulheres empreendedoras no Brasil. Uma pesquisa da startup Olhi, realizada em 2024, revelou que 63,4% das empresárias conciliam suas funções empresariais com os afazeres do lar e o cuidado com a família, acumulando até 12 horas diárias de trabalho. Esse […]

Equilibrar um negócio próprio com as responsabilidades domésticas tem se tornado um desafio crescente para mulheres empreendedoras no Brasil. Uma pesquisa da startup Olhi, realizada em 2024, revelou que 63,4% das empresárias conciliam suas funções empresariais com os afazeres do lar e o cuidado com a família, acumulando até 12 horas diárias de trabalho. Esse número representa um aumento de quase 10% em relação ao ano anterior, quando 54,9% das entrevistadas relataram a mesma rotina. O acúmulo de funções impacta não apenas o desgaste físico e mental, mas também o desempenho profissional e a expansão dos negócios.

De acordo com Chai Carioni, especialista em gestão de pessoas, a falta de uma rede de apoio e a dificuldade em delegar responsabilidades são barreiras significativas. “Muitas mulheres foram ensinadas a acreditar que sucesso significa dar conta de tudo sozinhas, mas essa crença precisa ser ressignificada”, afirma. A sobrecarga feminina no empreendedorismo está também ligada a pressões culturais e sociais, que dificultam a busca por um equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A especialista em liderança feminina, Andressa Prestes, ressalta que um posicionamento estratégico no mercado e dentro de casa, aliado a processos eficientes e uma visão empresarial estruturada, pode permitir o crescimento dos negócios sem levar à exaustão. “Empreender não deve ser sinônimo de esgotamento. Quando a mulher se coloca no centro da própria história, ela ganha mais clareza, rentabilidade e liberdade”, destaca.

Para alcançar um equilíbrio sustentável, é fundamental estabelecer prioridades, automatizar processos e dividir responsabilidades. Marya Lópes, especialista em empreendedorismo, enfatiza a importância do autoconhecimento e da busca por mentorias para organizar melhor as demandas. “Encontrar formas de equilibrar vida profissional e pessoal é essencial para que mais mulheres empreendam de forma saudável”, conclui.

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