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Braskem registra prejuízo de R$ 5,6 bilhões no 4º trimestre e ações despencam 5%

- A Braskem registrou prejuízo líquido de R$ 5,649 bilhões no 4T24, aumento de 259%. - O Ebitda recorrente caiu 47%, totalizando R$ 557 milhões, impactando expectativas. - A dívida líquida subiu para US$ 6,1 bilhões, elevando alavancagem para 7,4 vezes. - A receita líquida de vendas cresceu 15%, alcançando R$ 19,152 bilhões, mas insuficiente. - Analistas preveem recuperação dependente de melhora nos spreads petroquímicos.

A Braskem (BRKM5) encerrou 2024 com um prejuízo líquido de R$ 5,649 bilhões no quarto trimestre, um aumento de 259% em relação ao mesmo período de 2023. No acumulado do ano, as perdas totalizaram R$ 11,320 bilhões, um crescimento de 147%. As ações da empresa caíram 5,05%, sendo negociadas a R$ 11,46 às 12h15 desta […]

A Braskem (BRKM5) encerrou 2024 com um prejuízo líquido de R$ 5,649 bilhões no quarto trimestre, um aumento de 259% em relação ao mesmo período de 2023. No acumulado do ano, as perdas totalizaram R$ 11,320 bilhões, um crescimento de 147%. As ações da empresa caíram 5,05%, sendo negociadas a R$ 11,46 às 12h15 desta quinta-feira (27). O Ebitda recorrente foi de R$ 557 milhões, uma queda de 47% em comparação anual, enquanto a receita líquida de vendas subiu 15%, alcançando R$ 19,152 bilhões.

Analistas do mercado financeiro, como os da XP Investimentos e do Bradesco BBI, consideraram os resultados muito abaixo das expectativas. O Ebitda ficou 68% inferior ao esperado, e a deterioração foi atribuída à queda nos spreads petroquímicos e ao aumento das tarifas de importação. Os preços de resinas no Brasil caíram 12% e os químicos básicos 24%. A dívida líquida da Braskem aumentou em US$ 338 milhões, totalizando cerca de US$ 6,1 bilhões, elevando a alavancagem para 7,4 vezes.

O Bradesco BBI avaliou o desempenho da Braskem como insatisfatório, com um Ebitda recorrente de US$ 102 milhões, 70% abaixo do consenso de mercado. Apesar da piora, o fluxo de caixa livre para acionistas melhorou, excluindo os impactos das compensações por desastres ambientais. A empresa queimou R$ 37 bilhões no trimestre, uma redução significativa em relação aos R$ 294 bilhões do período anterior.

A Braskem destacou que o prejuízo no quarto trimestre foi impactado por uma variação cambial negativa de R$ 4,7 bilhões. A demanda de resinas no Brasil foi a menor do ano, influenciada pela desaceleração da atividade econômica e pela manutenção das taxas de juros elevadas. O Ebitda consolidado, incluindo efeitos de ociosidade e provisões, foi de US$ 102 milhões. A recuperação da empresa dependerá de uma melhora nos spreads petroquímicos e na demanda global.

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