Os recordes de consumo de energia elétrica em 2025 geram preocupações tanto para comercializadoras quanto para consumidores no mercado livre. As altas temperaturas, que intensificaram o uso de ar-condicionado em ambientes corporativos, contribuíram para a carga máxima histórica do Sistema Interligado Nacional (SIN), que atingiu 105.475 megawatts (MW) em 24 de fevereiro. Picos de demanda […]
Os recordes de consumo de energia elétrica em 2025 geram preocupações tanto para comercializadoras quanto para consumidores no mercado livre. As altas temperaturas, que intensificaram o uso de ar-condicionado em ambientes corporativos, contribuíram para a carga máxima histórica do Sistema Interligado Nacional (SIN), que atingiu 105.475 megawatts (MW) em 24 de fevereiro. Picos de demanda ocorreram em dias específicos, sempre por volta das 14 horas. O preço de liquidação das diferenças (PLD) subiu de R$ 58,60 no início de fevereiro para R$ 128,93 na última semana do mês, enquanto os valores de longo prazo aumentaram de R$ 309 para R$ 390.
A situação dos reservatórios é crítica, com chuvas insuficientes para elevar os níveis de água e a diminuição da vazão da usina de Belo Monte impactando a oferta. Monique Batista dos Santos, da Clarke Energia, destaca que, apesar da aparente frequência de chuvas, os reservatórios não estão se recuperando como esperado. Isso pode levar consumidores com contratos rígidos a enfrentarem preços elevados no mercado de curto prazo, exigindo que as comercializadoras monitorem de perto as necessidades dos clientes.
Empresas conectadas à média e alta tensão têm a opção de migrar para o mercado livre de energia, onde os descontos na conta de luz podem chegar a 30%. Raphael Ruffato, CEO da Lead Energy, sugere que as empresas adotem estratégias para reduzir o consumo durante ondas de calor, utilizando tecnologia e práticas sustentáveis. A implementação de sensores inteligentes e melhorias no isolamento térmico são algumas das soluções que podem gerar economia significativa.
Além disso, a instalação de painéis solares no modelo de micro e minigeração distribuída (MMGD) pode proporcionar um retorno sobre o investimento em quatro a sete anos, com potencial de economia de até 95%. Essas ações não apenas garantem competitividade, mas também promovem a sustentabilidade a longo prazo, conforme enfatiza Ruffato, ressaltando que cada real economizado representa um aumento no caixa da empresa.
Entre na conversa da comunidade