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Eletrobras e União firmam acordo que amplia influência do governo no conselho da empresa

- A Eletrobras e o governo Lula firmaram acordo que amplia a participação da União no conselho. - A União terá três dos dez assentos, antes limitados a um, aumentando sua influência. - O acordo desobriga a Eletrobras de investir na usina nuclear Angra 3, reduzindo riscos financeiros. - A negociação encerra litígios sobre o poder de voto da União, melhorando a governança da empresa. - A alta das ações da Eletrobras reflete a confiança do mercado após o anúncio do acordo.

As ADRs (recibos de ações) da Eletrobras registraram uma alta de 3% no pré-mercado da Bolsa de Nova York, alcançando US$ 6,60, após um acordo entre a União e a empresa. Este acordo, que encerra um processo no STF sobre a privatização da Eletrobras, permite que a União indique três cadeiras no conselho de administração, […]

As ADRs (recibos de ações) da Eletrobras registraram uma alta de 3% no pré-mercado da Bolsa de Nova York, alcançando US$ 6,60, após um acordo entre a União e a empresa. Este acordo, que encerra um processo no STF sobre a privatização da Eletrobras, permite que a União indique três cadeiras no conselho de administração, enquanto a empresa não precisará mais investir na Usina Nuclear de Angra 3, mas deverá aportar R$ 2,4 bilhões na Usina de Angra 1.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve uma vitória significativa ao aumentar a representação da União no conselho, que passou de um para três assentos entre dez membros. Essa mudança foi aprovada em assembleia e reflete a insatisfação do governo com a limitação do poder de voto dos acionistas, que era de 10%. O acordo também prevê que a participação da União no conselho pode ser reduzida se sua participação no capital votante cair abaixo de 30%.

As ações da Eletrobras (ELET3 e ELET6) subiram 3,25% e 2,54%, respectivamente, após o anúncio do acordo, que elimina incertezas sobre a governança da empresa e a obrigação de financiar Angra 3. O acordo suspende um compromisso anterior de R$ 23 bilhões para a construção da usina nuclear, permitindo que a Eletrobras se concentre em sua operação atual e na extensão da vida útil da Usina de Angra 1.

Analistas de mercado consideram o acordo positivo, pois elimina riscos que afastavam investidores. A Eletrobras, agora com um novo modelo de governança, poderá focar em sua gestão e na recuperação de sua imagem no mercado. O BTG Pactual e o Banco Safra destacam que a nova estrutura de governança mantém a maioria das cadeiras para acionistas minoritários, o que é visto como um equilíbrio favorável para a empresa.

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