Na cultura corporativa dos Estados Unidos, a expressão “play the game” é amplamente reconhecida e reflete a dinâmica do ambiente de trabalho. Para muitos, isso representa uma forma de lidar com desafios diários, enquanto estrangeiros podem ver como um tipo de adoctrinamento. Ignorar essa regra pode resultar em consequências negativas, como a exclusão do ambiente […]
Na cultura corporativa dos Estados Unidos, a expressão “play the game” é amplamente reconhecida e reflete a dinâmica do ambiente de trabalho. Para muitos, isso representa uma forma de lidar com desafios diários, enquanto estrangeiros podem ver como um tipo de adoctrinamento. Ignorar essa regra pode resultar em consequências negativas, como a exclusão do ambiente profissional. A habilidade de manter conversas superficiais, como discutir o clima, é valorizada, e a inteligência emocional se torna um ativo importante, já que o ambiente é mais estratégico do que social.
Nos últimos anos, grandes multinacionais têm se esforçado para demonstrar um compromisso ético, implementando programas de formação que promovem igualdade e inclusão. As reuniões tornaram-se mais participativas, permitindo que até mesmo novos funcionários possam questionar executivos de alto escalão. Megan Reizt, da Universidade de Oxford, destaca que a forma como as conversas ocorrem nas empresas impacta diretamente a ética e a inovação. Alison Taylor, da Ethical Systems, observa que as novas gerações buscam um trabalho com significado e impacto social, desafiando líderes sobre questões relevantes.
Entretanto, essa mudança de paradigma enfrenta resistência. Funcionários que levantaram preocupações sobre práticas discriminatórias, como Meredith Whitaker e Timnit Gebru no Google, enfrentaram represálias. A desconfiança aumentou com a ascensão de líderes como Donald Trump, criando um ambiente de medo em algumas empresas. Esther Crawford, ex-funcionária do Twitter, relata que a cultura do medo se instaurou, levando a demissões por expressar opiniões.
No contexto espanhol, o ativismo é frequentemente mediado por sindicatos, mas ainda é visto como uma ameaça. Casos de represálias contra trabalhadores que participaram de greves, como as kellys em 2019 e os funcionários da Ryanair em 2022, evidenciam essa realidade. Apesar de algumas decisões judiciais reconhecerem violações de direitos, muitos hesitam em se expor. A falta de uma cultura de proteção ao denunciante e a fragilidade da legislação dificultam a denúncia de assédio, com sete em cada dez mulheres vítimas de assédio sexual optando por não relatar os casos. A expectativa é que mecanismos de proteção possam mudar essa situação no futuro.
Entre na conversa da comunidade