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Investidores buscam oportunidades em mercados emergentes para escapar da influência de Trump

- O Alibaba teve um aumento de 55% nas ações, impulsionado pela IA na China. - O Brasil se destaca como mercado promissor, com reformas e menor risco tarifário. - A recuperação da dívida da Venezuela atrai investidores, superando limites históricos. - A lira turca se mostra estável, atraindo capital com retornos de dois dígitos. - Investidores alertam sobre a fragilidade das posições diante de tarifas de Trump.

O desempenho dos mercados emergentes em 2025 tem sido impulsionado por fatores como a inteligência artificial na China, o crescimento liderado por imigrantes em Dubai e a reestruturação da dívida na Venezuela e no Líbano. Esses elementos têm ajudado investidores a se protegerem da imprevisibilidade da agenda comercial do presidente Donald Trump, que, apesar de […]

O desempenho dos mercados emergentes em 2025 tem sido impulsionado por fatores como a inteligência artificial na China, o crescimento liderado por imigrantes em Dubai e a reestruturação da dívida na Venezuela e no Líbano. Esses elementos têm ajudado investidores a se protegerem da imprevisibilidade da agenda comercial do presidente Donald Trump, que, apesar de ameaças tarifárias, não afeta diretamente as exportações desses países. Jitania Kandhari, do Morgan Stanley, destaca a importância de identificar oportunidades de mercado mesmo em meio à volatilidade.

A recuperação da inteligência artificial tem sido um dos principais motores de retorno, com empresas como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) e Alibaba Group Holding se destacando. A TSMC, que viu suas ações subirem 81% no ano passado, agora é superada pela Alibaba, que teve um ganho de 55% em 2025, focando na adoção doméstica da IA na China. Essa estratégia a torna menos vulnerável às tarifas impostas por Trump, enquanto a China continua a investir em tecnologia.

Os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Catar são vistos como portos seguros para investidores, especialmente devido à estabilidade de suas moedas atreladas ao dólar. O índice de Dubai atingiu um recorde em fevereiro, impulsionado pela demanda crescente de expatriados. Carl Tohme, da Cheyne Capital, observa que a atrelagem do dirham ao dólar protege os investidores de riscos cambiais, uma vantagem em um cenário global instável.

Na América Latina, o Brasil se destaca como um país promissor, beneficiando-se de avaliações atrativas e perspectivas de aumento das taxas. O UBS está apostando na valorização do real em relação ao peso mexicano, enquanto a Colômbia se beneficia da expectativa de um governo favorável aos negócios. Além disso, a recuperação dos títulos da Venezuela e a estabilidade da lira turca são vistas como sinais de reformas positivas, apesar das incertezas comerciais.

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