As bolsas de valores de Wall Street fecharam em forte queda nesta segunda-feira, 3, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a implementação de tarifas de importação de 25% sobre produtos do México e do Canadá. O S&P 500 caiu 1,76%, encerrando o dia em 5.849 pontos, marcando a maior retração diária desde […]
As bolsas de valores de Wall Street fecharam em forte queda nesta segunda-feira, 3, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a implementação de tarifas de importação de 25% sobre produtos do México e do Canadá. O S&P 500 caiu 1,76%, encerrando o dia em 5.849 pontos, marcando a maior retração diária desde dezembro e zerando os ganhos do ano. O Dow Jones teve uma queda de 1,48%, enquanto a Nasdaq, que inclui ações de tecnologia, despencou 2,64%, com a fabricante de chips Nvidia liderando as perdas, caindo quase 9%.
Os mercados asiáticos também devem abrir em baixa, seguindo a tendência de Wall Street. O Nikkei 225 do Japão deve abrir em queda, com futuros em 37.345, enquanto o índice de Hong Kong, Hang Seng, aponta para uma abertura mais fraca em 22.910. A taxa de desemprego do Japão em janeiro foi de 2,5%, ligeiramente acima das expectativas. Na Coreia do Sul, as vendas no varejo caíram 0,6% em janeiro, refletindo um cenário econômico desafiador.
Mandy Xu, da CBOE Global Markets, alertou que o mercado de ações pode estar subestimando os riscos das tarifas, enquanto o mercado de títulos tem demonstrado maior sensibilidade à incerteza econômica. Xu destacou que a volatilidade pode aumentar, pois o mercado de opções ainda trata as tarifas como um catalisador específico de ações, e não como um fator macroeconômico. O Índice de Volatilidade CBOE subiu 16%, atingindo 22,78, enquanto o S&P 500 virou negativo para o ano.
As ações defensivas, como as da Philip Morris International, tiveram um desempenho positivo, enquanto ETFs relacionados ao México e ao Canadá caíram após a confirmação das tarifas. Xu expressou preocupação com o impacto das tarifas e demissões no governo sobre o crescimento econômico, sugerindo que isso poderia resultar em um choque de demanda. O relatório de emprego de fevereiro dos EUA será divulgado na próxima sexta-feira, o que poderá trazer mais clareza sobre a situação econômica.
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