Na semana passada, o governo brasileiro se reuniu com representantes do setor privado para discutir estratégias que visam reduzir os preços dos alimentos e, assim, evitar novas altas na inflação. Durante as conversas, foi apresentado um cenário otimista, especialmente com a colheita da safra de grãos, que deve resultar em queda nos preços. A carne […]
Na semana passada, o governo brasileiro se reuniu com representantes do setor privado para discutir estratégias que visam reduzir os preços dos alimentos e, assim, evitar novas altas na inflação. Durante as conversas, foi apresentado um cenário otimista, especialmente com a colheita da safra de grãos, que deve resultar em queda nos preços. A carne bovina, que já havia registrado uma redução de 15% em fevereiro, pode sofrer uma nova queda de 10%, conforme informações de produtores que se encontraram com os ministros da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
A aumento da produção de milho e soja deve impactar positivamente os preços das carnes, incluindo suína e de frango, segundo relatos. Além disso, a ampliação da oferta de soja deve refletir na redução do preço do óleo de cozinha nos supermercados. A inflação alta é uma preocupação constante do governo, sendo os preços elevados dos alimentos um dos fatores que contribuíram para a queda na aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos deste ano será recorde, com 325,7 milhões de toneladas previstas. Embora o governo tenha a intenção de intervir no mercado para evitar desabastecimento, os estoques reguladores disponíveis são escassos. Entre as medidas para forçar a queda de preços, está a redução das tarifas de importação de produtos como milho e etanol, embora os estudos para isso sejam suspensos se as altas cessarem.
A prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicou um recuo nos preços dos alimentos na primeira quinzena de fevereiro, com quedas em itens como batata-inglesa (8,17%), arroz (1,49%) e frutas (1,18%). Apesar do cenário positivo, o governo decidiu “não baixar a guarda”, e um novo encontro com o setor privado, focado no varejo, está agendado para esta quinta-feira, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin. A reunião abordará temas como a negociação de tarifas de etanol com os Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump anunciou tarifas adicionais sobre importações.
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