Os adereços utilizados no Carnaval brasileiro, que ocorrem em diversas regiões do país, têm uma origem comum: Yiwu, uma cidade chinesa que se destaca como um importante centro de produção. Durante a Copa do Mundo de 2014, a maioria das bandeiras e faixas verde-amarelas também veio de lá. Claus Malamud, um empresário mineiro que reside […]
Os adereços utilizados no Carnaval brasileiro, que ocorrem em diversas regiões do país, têm uma origem comum: Yiwu, uma cidade chinesa que se destaca como um importante centro de produção. Durante a Copa do Mundo de 2014, a maioria das bandeiras e faixas verde-amarelas também veio de lá. Claus Malamud, um empresário mineiro que reside em Yiwu, descreve a cidade como uma “mágica” fonte de lucro, abrigando um mercado atacadista com 75 mil lojas em uma área equivalente a 700 campos de futebol.
Apesar de ser conhecida como “o supermercado do mundo”, Yiwu enfrenta desafios econômicos desde o fim da pandemia, com pressões externas e desconfiança do consumidor afetando a demanda. Para contornar essa situação, o governo chinês planeja lançar novas rodadas de estímulos econômicos, com foco na sessão anual do Parlamento, que se inicia nesta quarta-feira. Este evento é considerado o “Carnaval” da política chinesa, reunindo autoridades e especialistas em Pequim.
A China busca reduzir sua dependência de exportações e reforçar sua resiliência às turbulências externas. No entanto, a guerra comercial com os EUA leva os comerciantes de Yiwu a diversificarem seus mercados, com o Brasil se destacando como um destino promissor. Malamud observa um aumento no interesse de empresas chinesas pelo Brasil, impulsionado por um bom momento nas relações bilaterais.
Embora a China tenha perdido algumas fábricas para países com mão de obra mais barata, ela ainda lidera em competitividade manufatureira. Malamud, conhecido como “Mr. China”, destaca que a produtividade dos trabalhadores chineses é superior, e a burocracia é menor, facilitando os negócios. Ele ressalta que a infraestrutura do país é “fenomenal”, contribuindo para a eficiência e redução de custos, e afirma que o espírito empreendedor dos chineses é o verdadeiro motor da economia.
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