Investir em ações pode parecer uma prioridade distante para os jovens, especialmente quando se trata de dividendos, que são frequentemente associados a aposentados buscando renda extra. No entanto, uma análise da CNBC revela que, entre 1960 e 2024, um investimento de R$ 10 mil no S&P 500 teria crescido para mais de R$ 982 mil […]
Investir em ações pode parecer uma prioridade distante para os jovens, especialmente quando se trata de dividendos, que são frequentemente associados a aposentados buscando renda extra. No entanto, uma análise da CNBC revela que, entre 1960 e 2024, um investimento de R$ 10 mil no S&P 500 teria crescido para mais de R$ 982 mil apenas com a valorização das ações. Se os dividendos tivessem sido reinvestidos, o montante chegaria a R$ 6,42 milhões, com os dividendos representando 85% do retorno total do índice, segundo dados da Hartford Funds.
Brian Bollinger, fundador da Simply Safe Dividends, destaca que focar em empresas que pagam dividendos pode oferecer segurança aos investidores. Para os mais jovens, ele sugere a criação de um portfólio de crescimento de dividendos, que priorize a valorização a longo prazo. Os fundos de índice, como os do S&P 500, já incluem dividendos, e há diversas opções de fundos mútuos e ETFs que permitem estratégias focadas em dividendos.
Os dividendos são pagamentos em dinheiro que empresas lucrativas distribuem aos acionistas. O rendimento de dividendos é calculado dividindo-se o pagamento anual por ação pelo preço da ação. Atualmente, o S&P 500 apresenta um rendimento de cerca de 1,3%, o que significa que um investimento de R$ 1 mil gera aproximadamente R$ 13 anuais. Para aumentar a exposição a dividendos, investidores podem optar por fundos que se concentram em empresas com histórico de aumento de dividendos.
Existem dois tipos principais de fundos de dividendos: os que priorizam o crescimento dos pagamentos e os que buscam altos rendimentos. Os fundos que seguem o S&P 500 Dividend Aristocrats Index investem em empresas que aumentaram seus dividendos por pelo menos 25 anos consecutivos. Já os fundos de rendimento elevado, como os que seguem o FTSE High Dividend Yield Index, oferecem rendimentos de cerca de 2,6%, mas podem não apresentar grande valorização de preço, concentrando-se em setores defensivos. A escolha entre esses estilos deve refletir os objetivos do investidor, seja para gerar renda ou para valorização de capital.
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