A Bimbo, empresa mexicana, e a Wickbold, brasileira, não forneceram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) as informações sobre as “eficiências” esperadas na transação entre elas. O Cade havia solicitado esses dados para avaliar se os benefícios da compra superam os impactos negativos à concorrência, considerando a operação como “complexa”. Em um documento apresentado […]
A Bimbo, empresa mexicana, e a Wickbold, brasileira, não forneceram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) as informações sobre as “eficiências” esperadas na transação entre elas. O Cade havia solicitado esses dados para avaliar se os benefícios da compra superam os impactos negativos à concorrência, considerando a operação como “complexa”.
Em um documento apresentado pelos advogados das empresas, foi afirmado que os técnicos do Cade não apresentaram “qualquer hipótese concreta e específica” de que a transação poderia eliminar concorrência ou reforçar uma posição dominante. As companhias se limitaram a afirmar que a operação “gerará eficiências econômicas específicas, prováveis, verificáveis e compartilháveis com os consumidores”, citando a otimização de rotas logísticas e a complementariedade dos portfólios.
A Bimbo, que oferece produtos como farinha de rosca e salgadinhos, e a Wickbold, que vende torradas e panetones, destacaram que seus portfólios são complementares. A Bimbo não possui vendas significativas no canal de food service, onde a Wickbold também não atua de forma relevante.
Além disso, as empresas mencionaram a Pandurata, dona da Bauducco, que se manifestou como “terceira interessada” no processo, levantando preocupações sobre a concorrência. As companhias argumentaram que a operação permitirá aumentar a pressão competitiva sobre líderes de mercado, especialmente no segmento de panetones, onde a Pandurata detém uma posição dominante.
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