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Wall Street antecipa até US$ 20 bilhões do FMI para Argentina em apoio a Milei

- O governo argentino busca novo acordo com o FMI até abril de 2025, após expiração do anterior. - Expectativa é de um empréstimo de até US$ 20 bilhões, com foco em austeridade. - Presidente Javier Milei planeja usar fundos para quitar dívida com o banco central. - Congresso será consultado sobre a viabilidade do acordo, mas detalhes ainda não definidos. - Títulos soberanos da Argentina se recuperam após discurso de Milei, indicando otimismo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve conceder à Argentina um novo empréstimo que pode chegar a US$ 20 bilhões, em um movimento que reforça a política de austeridade do presidente Javier Milei. Instituições financeiras como UBS, Morgan Stanley e Bank of America preveem que os desembolsos iniciais variem entre US$ 5 bilhões e US$ 10 […]

O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve conceder à Argentina um novo empréstimo que pode chegar a US$ 20 bilhões, em um movimento que reforça a política de austeridade do presidente Javier Milei. Instituições financeiras como UBS, Morgan Stanley e Bank of America preveem que os desembolsos iniciais variem entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões para 2025, enquanto a Argentina não precisará pagar o principal do empréstimo anterior até o próximo ano. O objetivo é aumentar as reservas do banco central, possibilitando a suspensão dos controles de moeda e capital.

Os investidores estão atentos ao uso que o governo de Milei fará dos recursos e ao cronograma para desmantelar os controles existentes. O presidente indicou que os fundos do FMI serão utilizados para quitar a dívida do tesouro argentino com o banco central, visando melhorar a saúde financeira da autoridade monetária. Alejo Czerwonko, do UBS, comentou que há potencial para “surpresas positivas” no acordo, que pode incluir até US$ 8 bilhões em novos fundos para cobrir pagamentos ao FMI durante o mandato de Milei.

As negociações entre o governo e o FMI estão em fase avançada, com Milei buscando apoio do Congresso para o novo programa. Este será o terceiro acordo do FMI com a Argentina desde 2018, após dois anteriores que não conseguiram estabilizar a economia. Apesar de um desempenho fraco nos mercados emergentes, os títulos soberanos argentinos se valorizaram após o discurso de Milei, com notas de referência de 2035 sendo negociadas a cerca de 65 centavos de dólar.

O governo argentino reafirmou a intenção de fechar um acordo com o FMI até o final do primeiro quadrimestre de 2025. O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, destacou que o Congresso será consultado sobre a viabilidade do acordo, embora não tenha especificado se isso ocorrerá antes ou depois da finalização do trato. O novo programa de assistência é visto como crucial para a Argentina, que busca retornar aos mercados internacionais após ter renegociado sua dívida em 2020.

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