O número de multimilionários no mundo cresceu 4,4% em 2024, totalizando 2.341.378 indivíduos com ativos superiores a R$ 10 milhões. Na América do Norte, esse aumento foi ainda maior, de 5,2%, conforme o relatório anual da consultoria imobiliária Knight Frank. Os Estados Unidos agora abrigam quase 40% dos super ricos do planeta, quase o dobro […]
O número de multimilionários no mundo cresceu 4,4% em 2024, totalizando 2.341.378 indivíduos com ativos superiores a R$ 10 milhões. Na América do Norte, esse aumento foi ainda maior, de 5,2%, conforme o relatório anual da consultoria imobiliária Knight Frank. Os Estados Unidos agora abrigam quase 40% dos super ricos do planeta, quase o dobro da China, que possui a segunda maior concentração de pessoas ricas.
Liam Bailey, chefe global de pesquisa da Knight Frank, destacou que, apesar da desaceleração econômica global, a resiliência dos EUA ajudou a manter a confiança dos investidores. Ele apontou que as condições de mercado favoráveis, como o crescimento dos mercados financeiros e a valorização do bitcoin, impulsionaram a criação de riqueza em 2024. O índice S&P 500, por exemplo, teve um crescimento de 23%, enquanto o Nasdaq subiu cerca de 29%.
Além disso, a população global com patrimônio de pelo menos R$ 100 milhões ultrapassou a marca de 100.000 pela primeira vez, com um aumento de 4,2% no ano. O número de bilionários também cresceu quase 8%, com 204 novos bilionários surgindo em apenas um ano, segundo um relatório da Oxfam. A secretária geral do Fight Inequality Alliance, Jenny Ricks, afirmou que estamos vivendo uma nova era dominada pelos bilionários.
Entretanto, essa crescente concentração de riqueza contrasta com a realidade de muitos americanos. Apesar de os EUA serem considerados a nação mais rica, 36,8 milhões de americanos vivem na pobreza, representando 11,1% da população, segundo dados do U.S. Census Bureau. A classe média enfrenta dificuldades devido à guerra comercial em escalada e ao aumento das preocupações inflacionárias.
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